domingo, 4 de outubro de 2020

O equilíbrio entre o material e o espiritual

Durante esse afastamento social e todas as limitações que essa Pandemia do COVID-19 nos impõe, fora a ausência das pessoas, o que mais me agride é a falta de oportunidade de um bom mergulho revigorante nas águas do mar.

Não consigo explicar quais as razões, senão espirituais, mas a profundidade de um bom mergulho me carrega de energia e de luz. Mergulhado, de braços e pernas abertas, sinto uma sensação de paz, de imensa troca de energia, que me acalma e me faz perder as limitações de meu corpo, como se estivesse flutuando no espaço infinito. Nesses momentos acredito que faço parte integrante, mesmo que muito pequena, desse imenso universo de energia e luz da qual fazemos parte. Acredito que seja uma comunicação direta e única que não se consegue por celular, e-mail, WhatsApp, Facebook, Instagran, Twitter ou qualquer outro meio.

Acompanhamos tantas observações sobre a imensidão e da falta de conhecimento do Universo que, cada vez mais, percebemos que não conhecemos quase nada e que ainda temos muito, mas muito mesmo, a aprender e crescer.

A cada dia que passa em minha vida, mais acredito que nosso maior aprendizado tem de ser para crescimento espiritual. Quando a preocupação é somente com o crescimento do lado material, mais são criadas distâncias e separações, enquanto a evolução do lado espiritual cria elos e pontes.

Percebo pessoas procurando soluções materiais para suas tristezas, quando na verdade a tristeza é espiritual e necessita de paz interior e de elevação espiritual para que se conquiste a felicidade.

Acredito que hoje em dia há um grande desequilíbrio de comportamento, gerado por maior comprometimento e perda de energia com as aspirações materiais das pessoais, deixando de lado a importância do seu crescimento espiritual. Não pode ser nunca esquecida a importância do valor do crescimento equilibrado, principalmente que o material é finito, o espiritual é eterno e que estamos aqui nessa vida somente de passagem.

Refletindo sobre tudo que nos cerca e que temos pleno conhecimento, o verdadeiro sentido da vida não pode se res-tringir somente as experiências dessa passagem, pois ainda somos infinitamente pequenos e despreparados perante a energia e luz que criou a vida, que alguns chamam de Deus ou de qualquer outra denominação, mas sempre a origem e o fim que nos aguarda.

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Custo da cesta básica

Sinceramente, justificar e aceitar o aumento do custo da cesta básica, como único e inevitável efeito do aumento das  exportações de produtos agrícolas brasileiros e, consequentemente, trazendo maiores lucros aos investidores (quem comprou, por valores até 40 % menores, os produtos antes da produção e agora trocam a colocação no mercado interno pelo externo) e produtores, aproveitando o momento favorável do câmbio e das carências de outros países, é, no mínimo, muito questionável, se considerarmos a situação atual, com as inúmeras consequências trágicas da Pandemia do COVID-19 e o seu reflexo na população, principalmente, de baixa renda.
 
Um exemplo difícil de entender, é que o Brasil sendo auto- suficiente na produção de arroz e grande exportador (apesar de também importador), não é fácil aceitar como normal esse crescente aumento de seu valor, principalmente para leigos, como eu. Para quem tem poucas informações sobre a comercialização de produtos agrícolas, é difícil compreender como um País que produz o arroz suficiente para sua população, ainda precisa fazer importação. Acredito que seja para conquistar mercado ou para sua manutenção com altas exportações atendendo as necessidades desses países.
 
Não sou contrário aos maiores lucros dos  produtores devido ao aumento das vendas com exportações e devido a justa  recuperação de perdas em anos anteriores, muito pelo contrário, mas apenas discordo que  se considere somente os lucros. Nesse momento, pensar isoladamente  em lucros, sem considerar as dificuldades e as necessidades da população  brasileira, se trata de uma posição pouco solidária e egoísta.
 
É fácil entender que fazem parte dessas ponderações os investidores e os empresários da área de comercial (atacados, supermercados e outros), que, durante essa Pandemia, continuaram e passaram também a auferir ainda mais altos e crescentes lucros, por permanecerem em funcionamento (são considerados serviços essenciais) e, no meu entendimento, também podem absorver parte desses custos, sem comprometer suas receitas.
 
Acredito que negociar uma redução dos lucros, ao menos, internamente, com certeza, ainda continuará trazendo grandes receitas aos produtores e aos empresários. Pensar em solidariedade internacional é sonhar alto demais e inexequível nesse momento. 
 
Para encerrar, de fora da solução, mas também atingido pelo que acontece com a cesta básica, acredito que esse crescente aumento do valor dos produtos básicos da alimentação do brasileiro, é na contramão de todos os auxílios emergenciais dos Governos Federal, Estadual e Municipal e da Sociedade Civil solidária.

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Fechando os olhos

Por muito tempo se discutiu as formas de enfrentar as consequências desse maldito vírus, que tantas vidas já levou e, agora, existe uma sensação de que a consciência sobre a importância de cada vida está sendo colocada de lado. Aparentemente parece existir uma aceitação geral de que, naturalmente, deverão ocorrer muitos óbitos e que isso espelha uma realidade inevitável. Sinceramente, penso e acredito que, o mesmo valor que cada vida tinha antes da Pandemia do COVID-19, permanece inalterável.
 
Quando acompanhamos o noticiário nacional, fico abismado com o acompanhamento da média móvel e a naturalidade como é aceito os óbitos. A forma que os gráficos são apresentados (em diversas cores e muito bonitos, por sinal), levam o grande público a aceitar o que enxergam, como sendo normal, melhorando ou piorando, a quantidade de óbitos, conforme a interpretação de cada um. Não, essa realidade não pode ser considerada como normal, pois essa média móvel significa perdas de vidas importantes e insubstituíveis. Essa média móvel continua muito alta, mesmo que estável e melhorando lentamente. São muitas vidas perdidas diariamente, provocando muito sofrimento, muita dor e muitas dificuldades às famílias. São perdas de pais, mães, maridos, esposas, filhos, parentes, amigos e desconhecidos, todos muito importantes, ontem, hoje e amanhã.
 
Apesar da minha fé e de minha esperança inabalável de que logo poderemos voltar à nossa vida normal, tenho "balançado" muito. Confio plenamente na qualidade de nossos médicos e em todos os envolvidos na Área Médica nessa luta de salvar vidas, assim como,  nos cientistas que buscam, de forma incessante, a medicação certa e a vacina contra esse vírus. Fico muitas vezes imaginando como os outros estão se sentindo durante esse período de isolamento social, repleto de incertezas, de uma solidão provocada pela sensação de abandono, de inúmeras privações e de perdas irreparáveis.
 
Quando vejo essas notícias apresentadas de forma estatística, com as mais diversas interpretações, onde as perdas de vidas muitas vezes são entendidas como um simples dado, minha tristeza é muito grande. 1% pode não significar quase nada para muitos, mas mergulhando nesse percentual, procurando enxergar o que ele representa, são o %  de vidas perdidas (quantas em cada 100 pessoas contaminadas). Na verdade, representa muito e é preocupante. Basta procurar entender que 1% de 100 pessoas contaminadas, se for um de nós, um ente querido de nossa família, um parente próximo ou um amigo, significa uma perda de 100%.
 
Não podemos aceitar como sendo uma realidade distinta e natural que essa média de 3,1 % dos brasileiros venha a óbito a cada dia ou seja que mais de três brasileiros morrem por dia entre cada 100 de contaminados pelo COVID-19,  de mais de 1.000 a mais de 800 pessoas/dia, apresentando uma redução lenta, muito aquém do que gostaríamos. A nossa realidade traumática é que, hoje, 07/09/20, o Brasil registra 4.137.521 casos acumulados de COVID-19 e 126.650 (3,06%) mortes com confirmação ou suspeita da doença (mais de 800 pessoas/dia). Do total de casos confirmados, 3.317.227 (80,2%) pacientes se recuperaram e 693.644 (16,7%) estão em acompanhamento. Essa é a realidade triste, nua e crua.
 
O que mais estranho, é que exatamente aqueles que mais falavam em defender e valorizar uma vida, hoje, “fecham os olhos” para a realidade e alicerçam suas opiniões em comportamento de tendências. Observando o necessário relaxamento do isolamento social, cauteloso, gradual e responsável, com um aumento considerável da circulação de pessoas e da possibilidade até hoje previsível de incremento das contaminações, somado a proximidade da volta das crianças às Escolas (com maior exposição das crianças devido ao convívio com colegas, professores e ajudantes, no transporte, nos deslocamentos e em tantas outras situações) e o fechamento/desmonte dos hospitais de campanha, passo a não entender mais nada. Acredito que estão “fechando os olhos” para os integrantes do grupo de risco, da segurança das crianças e aceitando a perda de vidas, como sendo uma consequência natural e inevitável. Um ano escolar perdido é uma grande perda, entretanto recuperável com um bom planejamento e com uma maior dedicação e empenho das autoridades, professores e pais. Um só perda de vida, desculpem, é irrecuperável e que só se justifica pela  irresponsabilidade de alguns e pela incoerência do convívio permitido nos shoppings, praias, transportes coletivos, restaurantes, bares e outros lugares públicos abertos, sem uma vacina para proteção da população e sem a devida vacinação em massa.. 
 
Para encerrar, acompanhando essas notícias ruins que surgem a cada consulta nas redes sociais, minha preocupação aumenta a cada dia, pois percebemos constantes “partidas inesperadas” de gente querida e amiga, assim como de tantos outros brasileiros. Hoje, todos já possuem o conhecimento suficiente sobre a letalidade desse vírus e sua forma intensa de proliferação entre a população, entretanto já surgem notícias e dúvidas sobre o sucesso das vacinas que estão em testes e a possibilidade de novas ondas de contaminações e até de repetição em que já foi afetado e curado.

Com tudo isso que está acontecendo, com toda essa incerteza e preocupação sobre o futuro e observando as pessoas irresponsavelmente se expondo desnecessariamente ao vírus, fico ainda mais triste quando imagino o sofrimento e a dor das famílias que ainda serão envolvidas e, ao mesmo tempo, agradeço por estar e continuar vivo. A cada dia procuro agradecer, renovar minha fé e manter a esperança de que teremos a oportunidade de ainda podermos desfrutar um futuro melhor, junto das pessoas que amamos e de todos aqueles que hoje nos fazem tanta falta.

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Operações contra a corrupção

Acredito que algumas atitudes pessoais, mesmo que não aprovadas por nós ou que nos decepcionaram, não podem "apagar" os inegáveis méritos da Operação Lava Jato e de todas as Forças Tarefas ou Operações que as Polícias e os Ministérios Públicos, Estaduais e Federais, fizerem e continuam fazendo.
 
É muita covardia ficar calado, observando a incompreensão dos falsos inocentes, de todas as tentativas oportunistas de questionamento da legalidade, da importância e de destruição desse magnífico, corajoso e heroico trabalho, para acabar com a corrupção no Brasil. Defino esse trabalho como o fruto do idealismo de alguns em trabalhar arduamente para a construção de um Brasil melhor, mais justo, menos desigual e mais feliz.
 
Não aprovo, não concordo e condeno (de acordo com o que é noticiado) determinadas posturas, mas nunca deixarei de reconhecer o mérito do trabalho patriótico que fizeram e continuam fazendo. Esse trabalho não pode ser analisado, focando apenas as posturas de apenas de poucas pessoas, que apesar de importantes, não são e não foram as únicas, mas sim, no trabalho qualificado e responsável de várias equipes dedicadas a acabar com a corrupção no Brasil.
 
O único ponto que discordo plenamente, é a divulgação pública, com grande repercussão e exploração midiática, de possíveis culpas, com a antecipação de julgamentos e de condenações, atingindo irreparavelmente a reputação de pessoas e todos os seus familiares ou destruindo empresas, sem a mínima chance de defesa. Uma vez atingidas essas pessoas e essas empresas, jamais as suas imagens e reputações serão reparadas, mesmo que comprovem sua inocência.
 
Cabe a nós, todos os brasileiros de bem, por uma questão de justiça, protestar contra todas essas tentativas de desacreditar, questionar ou desmerecer essas Operações, se posicionando pela  preservação e proteção desse patriótico  trabalho e de todos aqueles que estão expostos, por estarem se dedicando a ele.
 
O povo brasileiro tem inteligência suficiente para "separar o joio do trigo" e tem consciência que muita coisa já mudou e que ainda é preciso mudar muito mais. Nessa "escada da corrupção", até agora, foram galgados apenas os primeiros degraus e só se conseguirá atingir o topo com a sustentação e  apoio maciço da população brasileira de bem.

 

 

 

 

Desvio de função ou de finalidade

Em certos momentos, fico em dúvida sobre quais segmentos se aplica o conceito ou a definição de "desvio de função ou de finalidade" e a quem cabe a responsabilidade de apurar esse comportamento, se isso está sendo feito e quais são as ações que são tomadas ou previstas.
 
Sempre acreditei que esse conceito se aplica a todas as áreas, públicas e privadas, mas tenho observado que, hoje, alguns "esquecem" quais são as suas verdadeiras atribuições ou funções, dentro de sua área de atuação e extrapolam, “atirando para todos os lados”, “acreditando” ter o direito de opinar, julgar e condenar, premeditadamente, tudo que acontece, principalmente quando envolve alguém que se elegeu conquistando legitimamente o voto popular.
 
Na área das comunicações, acredito que deve haver a definição da finalidade da existência e atuação de todas as empresas que recebem ou conquistam as concessões ou outorgas públicas. Não acredito que não haja uma legislação específica, definindo os direitos, as formas de atuação e as respectivas responsabilidades. A maior finalidade e utilidade dos órgãos de comunicação é informar a realidade dos fatos, com total isenção e imparcialidade. As opiniões das empresas ou pessoais devem ficar para os editoriais ou colunas específicas. 
 
O que estamos presenciando, no momento atual, confunde o entendimento da maioria do povo brasileiro, pois apesar de uma aparente harmonia, não é realmente percebido o exercício independente das diferentes atuações de cada um dos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). Essas diferentes atuações e seus limites estão bem definidos na Constituição do Brasil, mas o que estamos percebendo, é que estão ocorrendo várias situações em que não estão sendo respeitadas as funções específicas de outro Poder.
 
Acredito que a forma harmônica de convivência pacífica e respeitosa entre os Três Poderes, conforme prevista na Constituição do Brasil, ainda é a melhor forma de exercer a Democracia no Brasil. São raras as exceções que exigem as intervenções de um Poder nas funções do outro, que se sustentam e se justificam.

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Batalhas verbais

Tenho observado que determinadas discussões estão se transformando em verdadeiras “batalhas” verbais pessoais, sem sentido algum, que iniciam com elogios mútuos e acabam em inimizades, destruindo longas e caras amizades, tal a hostilidade desenvolvida nas palavras durante um pretenso diálogo.
 
A situação se torna mais evidente quando são debates efetuados e transmitidos pelos meios de comunicação. É percebido, sem esforço algum, que o debatedor já vem com o "discurso pronto" para colocar "suas ideias", fugindo totalmente do tema proposto para a discussão e "vendendo seu peixe" político partidário, como se isso não fosse percebido por todos. Esse tipo de debate mais parece uma abertura de espaços, que nada mais são que constantes "recados ideológicos" e que servem de "alicerces" de futuras propagandas políticas, antes do período eleitoral legal. 
 
Muitas vezes as pessoas radicalizam e personalizam tanto os seus posicionamentos, que se limitam a combater as palavras proferidas por um ou por outro, fugindo totalmente do objetivo ou do ponto da inicial discordância de opiniões.
 
Qualquer diálogo sadio pressupõe a vontade de ouvir, pensar a respeito dos argumentos colocados, tolerar as tentativas de convencimento, entretanto sempre respeitando as opiniões contrárias. Além das experiências pessoais, a existência do respeito mútuo, da educação e que todas as opiniões sejam baseadas em conhecimento dos fatos e em informações  verdadeiras, passam a ser fundamentais para haver um entendimento.
 
Um debate exige o respeito mútuo. Desde cedo em minha vida, aprendi que quando um fala, o outro escuta. Os "atropelos"/interrupções são inoportunas e demonstrações de falta de educação e de respeito, não só em uma conversa entre familiares e amigos, mas também em discussões e debates, em qualquer ocasião ou local.
 
Acredito que discutir ou debater (muito pior quando em público), sobre um determinado assunto busca a convergência ou, na hipótese de não haver possibilidade de acordo, no mínimo, a tolerância entre duas ideias ou opiniões, mesmo que veemente defendidas, por diferentes argumentos. No meu simples entendimento, posições radicais, carregadas de preconceitos ou de segundas intenções, não são apropriadas a discussões ou debates construtivos.
 
Quando não há o propósito de trocar educadamente opiniões, tenho observado que as pessoas ficam discutindo, falando ao mesmo tempo, muitas vezes aos gritos mesclados com ofensas pessoais, cada um procurando não escutar o que o outro fala, a não ser para encontrar mais uma palavra que possa dar continuidade a discussão. Um verdadeiro "bate-boca" sem sentido.
 
O radicalismo, a falta de educação, de respeito mútuo, de sinceridade, de honestidade nos argumentos e de humildade, principalmente para escutar e ponderar sobre os argumentos contrários, limitam as pessoas e tendem a acabar com qualquer possibilidade de entendimento, de manutenção de um diálogo construtivo e de execução de projetos que buscam o bem comum.

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Imposto Único

Agora que está sendo  reiniciada a discussão da Reforma Tributária, não vejo ninguém da das Áreas da Economia (Governo Federal) ou da Política (Câmara de Deputados e Senado Federal), se posicionar sobre a possibilidade de implantar um Imposto Único no Brasil.

 
Depois que acompanhei na CNN Brasil, no Programa Liberdade de Opinião, o respeitado analista político Alexandre Garcia, afirmar que em uma reunião que ele havia participado no passado, que os bancos foram contra essa implantação e que se o Imposto Único fosse aprovado, deixariam de contribuir com as campanhas dos políticos, sinceramente, fiquei sem entender porque não se volta a discutir essa opção.

 
Pelo pouco que é possível entender, um Imposto Único, deve contrariar os interesses dos bancos, mas, pelo pouco conhecimento que tenho sobre isso, não consigo entender quais são esses interesses. Não acredito que sejam contrários ao bem da grande maioria do povo brasileiro e do Brasil.

 
O pouco que entendi e pela minha experiência como proprietário de uma micro empresa na área de serviços, sempre acreditei que deveria ter um imposto único, pois  facilitaria o seu recolhimento, de forma automática e direta, pelo tomador do serviço, garantindo a correta arrecadação e acabaria com a possibilidade de sonegação, por maiores que sejam as justificativas.

 
Na minha modesta opinião, os bancos conseguem sucesso em suas atividades, obtendo anualmente grandes lucros e caberia, também a eles, colaborar, um pouco mais, na construção de um País mais justo, menos desigual, mais honesto e mais feliz, principalmente esclarecer se seus interesses são realmente contrariados com a implantação de um imposto único.

 
Da mesma forma, na minha modesta opinião, cabe também aos Deputados Federais e aos Senadores analisar e discutir tudo aquilo que possa resultar em benefício aos interesses nacionais. Nessa mesma entrevista, fiquei estarrecido com a disparidade entre a quantidade de Projetos apresentados,  que ainda não foram analisados, discutidos ou já prontos para colocar em votação, em relação a pequena quantidade dos levados à votação, nas duas Casas Legislativas, Câmara e Senado Federal.

 
Se esse Imposto Único é bom para os Brasileiros e para o Brasil, qual a razão de não entrar na pauta de discussões da Reforma Tributária? O que impede uma discussão qualificada e técnica sobre a possibilidade de ganhos com sua implantação?

 

Articulação política

Acompanhando na CNN Brasil, no Programa Liberdade de Opinião, com a presença dos respeitados Analistas Políticos, Sidney Rezende e Alexandre Garcia, foi mostrado que mais de 33% dos Projetos apresentados pelo Poder Executivo, tiveram vetos no Congresso Nacional e mostrado que a média dos ex Presidentes da República anteriores, era de 3,1%. Também foi afirmado que a articulação política, no primeiro mês de Governo, o Poder Executivo já não tinha o apoio de 12% dos políticos no Congresso e, essa falta de apoio, no 2º mês, já era maior que 50%.  Foi citado também que ao final de 2019, ou seja um ano após a posse, haviam afirmações de que a articulação política, já era nula.
 
Baseado nos relatos colocados acima é fácil perceber, que se torna impossível  governar o Brasil, mesmo com todos os esforços, com o propósito de implantar Reformas importantes e necessárias, sem que haja uma articulação política de apoio no Congresso Nacional. Não posso acreditar que sem as necessárias análises e discussões de mérito, os vetos procuraram atender somente o bem do Povo Brasileiro e do Brasil.
 
Acredito que existe a necessidade de uma discussão plena sobre a obrigatoriedade de uma articulação política de apoio para que os Projetos apresentados pelo Poder Executivo ganhem prioridade de apresentação no Congresso Nacional (Câmara de Deputados e  Senado federal), de forma que possam ser analisados, melhorados, aprovados ou rejeitados. Fica evidente a importância e a prioridade de uma profunda  Reforma Política no Brasil, de forma a garantir a análise apartidária da execução do projeto do governo eleito, escolhido pela maioria do Povo Brasileiro.
 
Por outro lado foi bastante interessante a sugestão feita, no mesmo programa, pelo Comentarista Político Alexandre Garcia, sugerindo uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito (não sei se é o melhor Instrumento) para investigar a existência das "rachadinhas", envolvendo assessores no âmbito Federal, Estadual e Municipal. Seria importante o Brasil conhecer a verdade e a abrangência dessa possível prática, bastante citada, bastante condenada, sem citar os envolvidos e que, atualmente, tão explorada, em alguns casos, pela mídia nacional.
 
Conclusão final, ou se muda o modelo de fazer política no Brasil, ou esse modo acaba com o Brasil. A cada momento fica mais evidente, que inexplicáveis e maiores dificuldades são criadas, para evitar a realização de grandes mudanças no Brasil, impedindo a aprovação de Projetos e Reformas importantes, que tem como objetivo tornar nosso País menos desigual, mais justo, mais honesto e, realmente, mais feliz. Essa forma de fazer política, desestimula, frustra e afasta os idealistas e todos aqueles que são altamente qualificados, possuem ideias brilhantes, são vencedores em sua área de atuação específica e defendem os interesses da grande maioria do Povo Brasileiro e do Brasil.

Missão Humanitária no Líbano

Gostaria de elogiar e afirmar que sinto orgulho, de ver o atual Governo Brasileiro, definir  sua presença em Beirute, no Líbano, participando efetivamente da ajuda humanitária mundial, representando dignamente a solidariedade e o desejo de todos os Brasileiros.
 
Nesse momento muito difícil para nossos irmãos Libaneses, acredito que além de nossa solidariedade distante, a presença de representantes brasileiros, chefiados pelo ex Presidente da República Michel Temer, descendente de libaneses, pode levar alguma ajuda para superar as consequências imediatas dessa terrível tragédia.
 
A presença do Brasil se faz necessária no local dessa triste tragédia, provocada pela  explosão do armazenamento de Nitrato de Amônio, no porto em Beirute, e que, infelizmente, apresentou maios de 170 mortes, mais de 6.000 feridos, mais de 45 desaparecidos e milhares de desabrigados.
 
Temos no Brasil a presença de irmãos libaneses em número superior até mesmo ao no Líbano e devemos muito a sua pacífica e amiga integração, em vários Estados do Brasil e sua colaboração para o nosso desenvolvimento.
 
Que a presença do Brasil nessa missão humanitária possa colaborar para atender as maiores e imediatas necessidades materiais do Povo Libanês, mas também levar a paz, a solidariedade, a esperança e a alegria do Povo Brasileiro.
 
Esperamos que essa Missão Humanitária Mundial, além de suprir as necessidades materiais mais urgentes do Povo Libanês, colabore decisivamente para que o Líbano possa voltar a viver em paz e recuperar a relevância histórica e a pujança que tinha em um passado recente.

 

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Um crescente sensação de perda de liberdade


Não sei como vocês estão se sentindo, mas fora esse desconforto, provocado pelo, necessário e importante, isolamento social, percebo um ambiente crescente de falta de confiança, em tudo e em todos, com raras exceções, recrudescendo em muitas pessoas. Esse sentimento não tem nada a ver com a Pandemia do COVID-19, mas sim, com comportamentos, ações ou declarações incompreensíveis e conflitantes, que geram uma insegurança geral inquietante.
 
A sensação atual é de que estamos vivendo sob um olhar julgador dúbio e contraditório, de cada palavra ou passo que damos. Quando você fica em dúvida, se pode pensar ou se expressar de uma forma ou de outra, sempre com receio de um julgamento exagerado de estar certo ou incorreto, está acontecendo algo de errado. É lógico que a liberdade de pensamento e de expressão, não permite excessos criminosos e, para isso, existe a Lei com a devida identificação e responsabilização.
 
A pior perda de liberdade não é aquela que as grades impedem, mas aquela que é imposta à sua consciência e aos seus livres pensamentos. Por outro lado, não podemos nos sentir como barcos a vela impulsionados e dirigidos conforme sopram os ventos. Somos inteligentes e responsáveis por nossas ações e não necessitamos que outros, por mais sábios que possam ser, nos orientem como devemos pensar e agir.
 
Nossos valores precisam ser respeitados, são de berço e reforçados nas experiências da vida. Temos que nos sentir livres para expressá-los, em qualquer lugar ou no momento em que seja necessário, com coragem, sem medo e sem temor de possíveis represálias.
 
Sempre acreditei e defendi que quem acusa, tem o dever de identificar os responsáveis pelos atos e apresentar todas as provas que comprovem os fatos, não o contrário, pois uma vez comprometida a imagem e a reputação de uma pessoa ou gestor acusado, essas nunca mais serão as mesmas. Essa forma que permite acusações infundadas ou baseadas em suposições, com grande repercussão nos meios de comunicação oficiais e sociais, para uma posterior análise de comprovação jurídica ou arquivamento, depois de todo o “estrago” feito, de tudo que possa contrariar pensamentos e interesses pessoais, sobrecarrega a Justiça Brasileira, acaba confundindo a opinião pública, criando a dúvida e a falta de confiança da população brasileira. Ao mesmo tempo, esse “status quo” de divulgação e aceite a qualquer tipo de acusação, afasta pessoas honradas e qualificadas, das gestões nas Áreas Públicas e na participação na vida Política do Brasil.
 
A sensação de perda de liberdade é cada vez maior, pois temos a impressão de que tudo que fazemos pode gerar problemas, pois as interpretações são divulgadas e tratadas sem ética alguma, por mais irresponsáveis que possam ser. Essa polarização e politização de tudo que acontece, com a potencialização desmedida nos meios de comunicação oficiais e sociais, estão cerceando a nossa liberdade de viver livremente, sem amarras e sem grilhões em nossas mentes.
 
No meu limitado conhecimento, acredito que os valores universais são inquestionáveis, inegociáveis e, apenas, o que pode gerar questionamentos, é a sua interpretação e a absorção pessoal, refletidas na forma como são colocados individualmente em prática.

Lavar a roupa suja fora de casa

Sem qualquer vinculação a um fato que está sendo explorado atualmente, muitas vezes fico pensando quais as razões que levam determinadas pessoas a  "lavar a roupa suja fora de casa".
 
Será que não existe nenhuma outra forma construtiva de combater e resolver, "dentro de casa", os conflitos de opiniões no Brasil, principalmente provocados pelo que alguém entenda estar errado ou desconforme com seu modo de  pensar?
 
Não vejo americanos, franceses, alemães, ingleses, portugueses ou de qualquer outra nacionalidade, comprometendo gratuitamente e seriamente a imagem das principais  autoridades em seus países. Será que nesses países, essas autoridades são perfeitas ou será que existe uma consciência, maior, sobre as consequências de certas declarações, principalmente quando prestadas à imprensa estrangeira.
 
Será que esse tipo de comportamento não compromete a imagem do Brasil como um todo, inclusive de quem faz a declaração? O Brasil já possui muitos e sérios  problemas para resolver e, sinceramente, não é necessário que alguns brasileiros ajudem a criar ou fomentar mais dificuldades, gerando mais pressões, vindas do Exterior, fruto da defesa de interesses próprios e alheios aos nossos anseios nacionais de desenvolvimento sustentável, redução das  desigualdades e maior justiça social. Sinceramente, esse tipo de comportamento evidencia uma “inocência” útil e falta de visão de mundo.
 
Aqui dentro do Brasil existem mil oportunidades para criticar construtivamente e colaborar para que tenhamos um País melhor, mais justo, menos desigual e mais feliz. As nossas soluções estão aqui dentro do Brasil e cabe a nós brasileiros encontrá-las.
 
Parece que virou moda ou uma enganosa forma de promoção pessoal, os brasileiros falarem mal do Brasil no e para o Exterior. Agindo dessa forma, pensando estarem corretos, colaboram com as pressões contra o sucesso e competitividade de nosso agronegócio, com as tentativas de destruição da imagem do País e da soberania nacional sobre a Amazônia Legal e, por fim, comprometem a luta por um futuro melhor para os brasileiros e do Brasil.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

As participações no combate ao COVID-19

Acredito que é verossímil ou, no mínimo, aceitável, confiar que o Governo Federal, os Governos Estaduais e Municipais e todas as Instituições estão fazendo, o máximo que podem, para proteger a população brasileira contra o COVID-19 e suas consequências.
 
Não restam dúvidas que o Governo Federal, assim como a Câmara de Deputados e o Senado, tem feito tudo que é possível para minorar as consequências dessa Pandemia, apresentando e aprovando Projetos e Medidas Provisórias, com o objetivo de ajudar os Estados, Municípios, empresas, empregos e, principalmente, todos os brasileiros, inclusive, os até a Pandemia, considerados “esquecidos”.
 
Não restam dúvidas que os Governos Estaduais e Municipais, com suas respectivas Assembleias Legislativas, Câmaras de Vereadores e Secretarias de Saúde, são os maiores conhecedores dos detalhes e das necessidades específicas de suas regiões.
 
Sendo aceito como verdadeiro o que está colocado nos dois parágrafos anteriores, são eles, os gestores públicos (Governadores e Prefeitos) os principais atores nesse combate direto e local ao COVID-19. Em paralelo, cabe ao Governo Federal, à Câmara de Deputados e ao Senado federal, a responsabilidade de prover todas as suas necessidades e de suas respectivas Áreas Médicas, para tratar, curar e salvar vidas, garantindo que todos os brasileiros, possam ter rápido  atendimento, tratamento de qualidade adequado e a certeza, caso necessário, de internação imediata.
 
No meu entendimento, não cabe ao Governo Federal a ação direta e local, mas sim, o total apoio aos Estados e Municípios e, ao mesmo tempo, agir para que as consequências não sejam ainda maiores e mais graves, deixando de dar atenção especial a continuidade dos trabalhos de sua equipe de gestão em todas as demais importantes áreas. Defender que o Governo Federal deveria ter outro tipo de comportamento é não reconhecer a competência e a qualidade da gestão dos Governadores e Prefeitos e, ao mesmo tempo, ignorar,  desacreditar e desmerecer a capacidade técnica das Secretárias de Saúde e de seus profissionais da Área Médica.
 
É inegável os méritos de todos os envolvidos. Os acertos são incontáveis e os erros ou equívocos são mínimos,  todos frutos do ineditismo e gravidade da situação, das inconsistências e constantes atualizações das informações sobre o comportamento e forma de combate ao vírus, fora todas as dificuldades encontradas para aquisição de equipamentos, a extensão do território nacional e as desigualdades sociais existentes no Brasil.
 
Tenho certeza absoluta que a grande e esmagadora maioria da população brasileira está totalmente empenhada em colaborar com os Governos Federal, Estadual e Municipal e, ao mesmo tempo, confia plenamente na qualidade e capacidade de nossas Áreas Científicas e Médicas.
 
Não poderia deixar de registrar, reconhecer e agradecer, a importante participação de todos aqueles dos serviços essenciais, que estão trabalhando para minorar os impactos das consequências da Pandemia do COVID-19, principalmente sobre os pertencentes do grupo de risco. A todos os profissionais das Áreas Médicas que trabalham nos hospitais e postos de atendimento acolhendo, tratando, salvando vidas (algumas vezes perdendo a sua própria vida) e dando a máxima atenção a todos, um especial muito obrigado.
 
O único ponto que seria muito difícil de entender é a existência de alguém que possa estar se omitindo, negando sua importante participação e colaboração, durante esse período de heroico combate à Pandemia do COVID-19.

domingo, 26 de julho de 2020

O momento no combate ao COVID-19

Sinceramente, tem horas que não consigo entender o pessimismo, que toma conta de algumas pessoas, com o que está acontecendo.
 
Acredito que nada substancialmente mudou e a hora é de continuar seguindo as orientações oficiais, confiar em nossas Instituições, manter a fé, a serenidade e o otimismo e, principalmente, confiar na qualidade de nossos profissionais da Área Médica. A esperança em uma solução cientifica para identificar a medicação adequada e criar uma vacina que possa nos proteger do COVID-19, devem ser renovadas todos os dias. Nesse foco, só no Brasil, já temos três vacinas sendo testadas na 3ª fase e são grandes as expectativas de sucesso.
 
A forma exponencial de disseminação e de contágio do vírus, assim como a sua alta taxa de letalidade, principalmente nos integrantes do grupo de risco, são do conhecimento de todos. Quanto a forma de contágio, se só por gotículas ou também pelo ar, ainda existem dúvidas e o isolamento social, a obediência individual e coletiva aos cuidados com a higiene e o uso de máscara, ainda são as melhores soluções. No momento há dúvidas se o contágio  possa se repetir em pessoas já curadas e existem estudos que estão chegando a conclusão que existe, além dos assintomáticos, um % (em torno de 20%) de pessoas que podem ser imunes a esse vírus.
 
Estamos assistindo, insistentemente, várias informações de números, gráficos e, curvas, com as mais variadas opiniões e  interpretações, entretanto o comportamento do vírus não apresenta nada de diferente ao que está ocorrendo em outros lugares do Mundo.
 
Pelo que se conhece até agora, quanto maior for o convívio social, maior será o número de pessoas contagiadas e de óbitos, enquanto não houver a medicação adequada, a vacina e a vacinação maciça da população.
 
O “efeito manada” e as “ondas” são o reflexo da redução do isolamento social e da maior circulação das pessoas, consequentemente com a disseminação e contágio pelo vírus. Com a necessidade do retorno às atividades dos serviços considerados não essenciais e a volta dos estudantes às Escolas e às Universidades, mesmo que seja de forma controlada, com todos os cuidados e recursos possíveis de proteção, provavelmente (pelo comportamento do vírus) resultará em um aumento do contágio e suas consequências.
 
Uma certeza que nós todos temos, é de que logo teremos a vacina para esse vírus e que suas consequências poderão ser tratadas com a medicação adequada. Trata-se apenas de uma questão de tempo, pois a energia científica colocada em busca de uma solução é inédita e mundial.

 

terça-feira, 21 de julho de 2020

Em primeiro lugar, nós!

É importante uma reflexão sobre o que significa ou o sentido dessa afirmação “em primeiro lugar, nós” ou “nós, em primeiro lugar”. A grande dúvida é conseguir perceber o que está implícito no conteúdo dessa frase, que aparentemente parece ser inocente, mas pode trazer consigo, em seu bojo, um desrespeito a várias regras de convivência.
 
Acredito que uma sociedade só pode ser considerada civilizada, quando a convivência entre seus integrantes seja pacífica, honesta e justa. Essa convivência só surge quando é praticada a tolerância, o respeito mútuo e quando tem como objetivo a construção de um convívio com oportunidades justas e iguais para todos. Para que isso possa se concretizar plenamente, o pronome pessoal nós, deve espelhar a luta pelo bem comum, por benefícios que possam ser compartilhados por todos ou pela grande maioria das pessoas.
 
O egoísmo pessoal ou de grupos, não devem fazer parte de uma sociedade que se considera sadia, pois traz consigo um apego, quase exclusivo, pelos seus próprios interesses, atendendo apenas suas conveniências, sem considerar todos os demais.
 
Os valores humanos universais são fundamentos da consciência, morais e espirituais, inerentes aos seres humanos e o que o diferencia das demais espécies. Esses valores (ética, honestidade, justiça, igualdade, respeito mútuo, tolerância, humildade, solidariedade, cordialidade e educação) são aplicáveis e insubstituíveis em todos os comportamentos e em todas as sociedades, culturas, condições sociais e econômicas e crenças
 
Uma reflexão mais consistente passa por uma análise, mais ampla, do comportamento de todas as nações, incluindo os blocos econômicos existentes, formados por países distintos, mas todos preservando seus interesses individuais e/ou comuns. As alianças e blocos econômicos formados entre os países, cada vez são maiores e mais influentes pelo mundo, defendendo inúmeros e diversos interesses. É fácil entender que a medida que os grupos econômicos se fortalecem, crescem os conflitos de interesses com grupos formados por outros países, sendo necessária e relevante, cada vez mais, a presença de valores nessas relações, principalmente por tratarem de assuntos de interesse humano mundial.
 
O comportamento das nações, ao redor do Mundo, espelha a magnitude da crença e da prática desses valores por suas sociedades. É coerente pensar que cada nação deve se preocupar em primeiro lugar com sua população, mas, em paralelo, não pode negar ou não considerar que todas as nações possam ter o mesmo direito. Ao mesmo tempo, todos não podem ignorar as grandes diferenças e necessidades existentes nas nações menos favorecidas.
 
No momento em que todos se comportarem de forma semelhante, fundamentados em valores humanos universais e pensando somente no bem comum, sem fronteiras, o futuro, com certeza, será muito melhor e mais justo para todos. Nesse momento, o pronome pessoal nós, em qualquer uma das posições da frase, estará muito bem empregado e significará que engloba todos nós, em todas as sociedades, culturas, condições sociais e econômicas e de todas as crenças, em qualquer parte desse Mundo.

sábado, 18 de julho de 2020

Pilares que balançam


Longe de margear um processo de depressão, mas dentro da realidade atual, tem momentos em que a tristeza é tão grande e tão profunda que acaba corroendo o interior das pessoas, comprometendo os pilares que sustentam os castelos de seus sonhos. Pouco a pouco, dia a dia, a esperança em dias melhores e a força para resistir a esses impactos dessa realidade de dúvidas e incertezas, parecem esmorecer.

O longo isolamento social e as constantes informações contraditórias a respeito desse vírus, com o tempo, criam uma sensação de total incerteza e comprometem, lentamente, a pouca energia e a esperança que ainda sustentam algumas pessoas. Sem vislumbrar a certeza de estar vivo em um futuro melhor, sentem a esperança escapar e escorrer, como água entre os dedos em uma mão fechada, por mais que haja intenção de segurá-la. Cada novo dia vivo, passa a ser uma conquista e força para viver outro.

O afastamento social, atualmente necessário, principalmente para o grupo de risco, traz consigo o falso sentimento de abandono, de exclusão e de solidão. A tristeza e a melancolia tomam de assalto, principalmente os idosos, que passam a ter a sensação de estarem soltos, sem rumo e vagando pelo Mundo. A incerteza sobre o futuro os impede de esboçar uma reação e seus pensamentos são jogados, de um lado para o outro, refletindo um sentimento de estarem totalmente a mercê do imprevisível.

A descrença, em todos e em tudo, passa a ser dominante e os invade de maneira avassaladora. As boas lembranças são buscadas no passado, mas começam a ficar cada vez mais raras, o presente parece um buraco se abrindo, cada vez mais, dia a dia e os sonhos do futuro parecem inatingíveis e acabam se esvaindo como a fumaça ou passando como as nuvens.

A solução encontrada é se deixar levar, em um mar de incertezas, mesmo sem saber qual o destino, vagando no espaço da confiança e da fé, reforçando a energia espiritual e confiando na luz e energia que criou essa maravilha que é a vida. Acreditando nisso, como um caminho viável para o futuro, por maior que possa ser a tristeza, ela tende a passar, pois esse pensamento positivo abre espaços para a percepção de que nada importante se perdeu, que as distâncias atuais logo serão eliminadas e que está inalterada a beleza de tudo que nos cerca, principalmente a fé que nos move, o carinho, a cumplicidade e o amor dos laços familiares e a companhia insubstituível dos amigos, com certeza, novas oportunidades e, por mais comprometida que possa estar, ainda intacta e preservada essa dádiva maior, que é a vida.

quarta-feira, 15 de julho de 2020

A luta pela sobrevivência nas empresas


Nesse momento, em que as empresas encontram grandes desafios para superar as dificuldades, muitas vezes insuperáveis, impostas pelas consequências da Pandemia do COVID-19, é preciso entender que os acompanhamentos dos resultados entram em clima de análises ainda mais criteriosas e ações de sobrevivência.

Apesar de importantes e imprescindíveis, os indicadores mensais de desempenho da empresa, corporativos ou individuais, nesse momento, é preciso mergulhar no dia a dia, deixando para o seu devido tempo as análises dos resultados encontrados, médias e projeções, trabalhando nos ajustes corretivos, diários e efetivos. Cada ajuste corretivo adiado irá refletir prejuízos irreparáveis no acompanhamento mensal, muitas vezes proporcionando perdas exponenciais evitáveis.

Nesses momentos é importante uma atenção maior no comportamento de todos os processos da empresa, de forma a perceber os pontos fora da curva ou desvios evitáveis, para a implantação das ações imediatas corretivas, de forma a corrigir as distorções e evitar a propagação dos prejuízos.

Importante momento para analisar em profundidade todos os custos para funcionamento da empresa, de forma a identificar os impactos no faturamento e a possibilidade de redução. É aconselhável um mergulho em todos os custos fixos e variáveis, detalhando o comportamento individual e a real necessidade da dimensão de impacto dos mesmos.

A motivação, a mobilização, o engajamento e o empenho de todos na busca de melhores resultados, nunca foi tão necessário e fundamental. Para que isso aconteça, é preciso que toda a estrutura da empresa tenha conhecimento da real situação, colocada de forma simples e clara, salientando os pontos fortes e os fracos, assim como as ameaças e as oportunidades e, principalmente, dando ênfase a importância da participação qualificada de todos. O momento exige uma abordagem diferente do que em tempos normais, pois agora  a responsabilidade de cada um é fator fundamental para o sucesso e sobrevivência do negócio e do emprego.

Essa abordagem básica ou totalmente baseada na teoria utilizada para gestão de resultados e da melhoria contínua, considera que o acompanhamento, mais intenso e em tempo real, de indicadores de desempenho, conduza a empresa aos objetivos necessários para vencer esse momento difícil. Pode até parecer um exagero, mas as pequenas coisas, invisíveis ou consideradas não representativas, nos tempos normais, hoje, com a sua identificação e correção, podem trazer bons resultados agora e para o futuro. É uma metodologia real, prática, simples e de muito fácil aceitação.

Para estabelecer os acompanhamentos diários e pontuais, não se tornam necessários grandes investimentos, pois simples planilhas e gráficos, podem ser utilizadas para criar e customizar, em uma das ferramentas disponíveis, em qualquer computador ou, até mesmo, no papel, dependendo do porte do negócio ou empresa. Por mais simples que possam ser, permitem o acompanhamento adequado para identificação e correção dos pontos fora da curva e as tendências corrigíveis.

É um momento que nenhuma oportunidade pode ser ignorada e nada pode ser desperdiçado. Com as receitas baixas ou quase zeradas, qualquer investimento se torna quase impossível, entretanto abre espaço para uma reanálise do projeto estratégico do negócio, para repensar sobre a previsão do reflexo das consequências em situações semelhantes a essa e para as correções necessárias, antes não percebidas. Oportunidade única de dar liberdade à criatividade, corrigir rumos e melhor se preparar para os desafios do futuro.

Essa abordagem pode ser utilizada nos pequenos negócios, micros, pequenas, médias e grandes empresas ou até mesmo na administração de casa, pois o problema, hoje, é muito semelhante e altamente prejudicial a todos, apenas o que muda são as particularidades específicas de cada negócio, a abrangência e a grandeza das consequências.

domingo, 12 de julho de 2020

Questões de sensibilidade e espiritualidade

Fico imaginando como colocar a sensibilidade e, principalmente, a espiritualidade na inteligência artificial. Acredito que as nuances ou as percepções diversas da qualidade e intensidade de cada uma delas, se torna imensamente difícil ou, nesse momento, impossível de encontrar uma forma de medi-las e transporta-las, pois acredito que são aprimoradas, crescentes e mais completas, a medida das experiências vividas e que o tempo passa.
 
Acredito que são oportunizadas várias etapas para nossas vidas, tantas quantas forem necessárias para chegarmos a perfeição. É um longo caminho do nada, de onde saímos do zero em tudo, ao todo, onde somos o resultado de todos nossos aprendizados adquiridos em cada etapa de nossas vidas.
 
Focando o momento presente, percebemos que entre as pessoas, existem realidades e vivências muito diferentes. Quanto maior a abrangência dessa análise, maiores serão as diferenças encontradas, todas sem uma explicação ou justificativa lógica para suas existências, no conhecimento humano atual. Não acredito que isso se restrinja a situações ou opções aleatórias, mas sim a oportunidades criadas, para serem percorridas em cada uma das etapas, até completar totalmente os ciclos de vidas de cada um.
 
É muito difícil aceitar a negação de que haja algum início para que isso tudo aconteça, mesmo estando muito longe de nossa compreensão. Não é coerente aceitar que nossa base de sustentação de vida, se limite a admitir como sendo normal, simplesmente tolerar cegamente que não existem razões maiores para explicar as diferenças existentes. Não é crível e só o egoísmo justifica que não existam razões, ainda inexplicáveis, para justificar diferenças tão grandes entre as pessoas, pois o contrário, significa admitir diferentes méritos natos em determinadas pessoas e negar que a vida seja justa, com oportunidades iguais a todos.
 
Por não conseguir entender as razões dos princípios da vida, muitas vezes, pode nascer uma dúvida, mas logo a seguir, a certeza da existência de algo superior na origem e no final de tudo, de onde iniciamos nossos caminhos e para onde, um dia, iremos. Basta olhar para o alto, tentar enxergar o que não é visível para os olhos e para conclusões à luz do conhecimento atual, mas a sensibilidade e espiritualidade de cada um levam a acreditar na existência de uma força de luz e de energia que são transmitidas desde a profundidade do Universo.
 
Quanto maiores as dificuldades, mais evidente é a necessidade de que o desenvolvimento humano passa também pelo seu crescimento espiritual, com sua crença e sua fé, em algo superior, vai, passo a passo, cada vez mais se fortificando. Acredito, que um dia, ao completarmos todos os nossos ciclos de vida, faremos parte dessa luz e energia superior, passando também a conduzir aqueles que ainda percorrem diferentes etapas do caminho.

terça-feira, 7 de julho de 2020

Do limão, uma limonada

Convido vocês para fazer uma reflexão. Sem fechar os olhos para a realidade das consequências dessa Pandemia do COVID 19, podemos dizer que nem tudo é motivo de lamentações. Não se trata de tentar “esquecer” ou ignorar a dor que muitos estão passando, inclusive com a perda irreparável de entes queridos, mas tentar, de algum modo, enxergar algo de bom. Muita coisa está acontecendo durante esse isolamento social e que merece ser discutido.
 
 
Quem está precisando ficar isolado em casa, na companhia de esposa e filhos, está tendo o tempo e a oportunidade de conhecer um pouco mais a todos. Hoje, com certeza, todos reconhecem e valorizam ainda mais a carga de trabalho e a necessidade de ajuda nos afazeres de casa. A rotina de arrumar uma cama, varrer uma casa, lavar e secar pratos, colocar ou retirar uma mesa, fazer o café da manhã, almoço ou uma janta, não requer muito esforço e não mata ninguém. No caso, do marido, esposa ou filho precisarem sair de casa, com o sacrifício necessário para o bem dos demais, a preocupação redobra e só existe descanso quando retornam. Passamos a valorizar ainda mais o companheirismo e a quem amamos.
 
 
Depois de uma saída obrigatória, por n motivos, retirar os sapatos, antes de entrar em casa, tirar e colocar a roupa para lavar, tomar banho, já virou uma rotina e até motivo de riso. Roupas que nunca foram usadas são “descobertas” nos armários e estamos até ficando mais arrumados. A higiene pessoal voltou a ter a importância que nunca deveria ter perdido.
 
 
Quem está no isolamento, longe dos pais, dos filhos ou dos netos, a saudade, a vontade de ver, de estar junto, de abraçar e beijar, “massacra” demais e essa ausência nunca foi tão valorizada.
 
 
Aos namorados e apaixonados, “punidos” com essa distância provocada pelo isolamento social, principalmente filhos de pais em grupo de risco, resta o consolo e a gratidão por proteger aqueles que, nesse momento, podem ser afetados, até com a perda de suas vidas. Apesar da distância e da ansiedade, muitas vezes tomados até pela insegurança, provocadas pela ausência de seu par ao seu lado, o amor é muito maior que isso, logo tudo retornará ao normal e poderão voltar a conviver juntos.
 
 
Mesmo com a falta de convivência com familiares e amigos, não são esquecidos os bons momentos que passados juntos. A ansiedade pelo retorno a normalidade e a volta às visitas e encontros, é cultivada dia a dia. Bate forte o coração das pessoas com a falta de uma boa conversa, a troca de opiniões, os relatos da vida de cada um, as risadas, os abraços e os beijos. As “gavetas” estão sendo abertas, à procura de lembranças que um passado, incrível, que foi ontem. Passamos a lembrar, em detalhes, de pessoas com quem convivemos e fatos ocorridos há 30, 40, 50 e mais anos atrás.
 
 
O celular, Facebook, Instagran, Twitter, Messenger e outros, nunca foram tão utilizados. Conversamos, publicamos imagens e fotos, trocamos ideias, mostramos nosso apoio ou nossas discordâncias com postagens efetuadas, relatamos experiências, demonstramos algumas de nossas habilidades ainda desconhecidas, enfim, fazemos tudo que possível para nos mantermos ativos, lembrados e vivos.
 
 
Fora o empenho hercúleo das Autoridades Federais, Estaduais e Municipais e das Instituições Púbicas e Privadas no enfrentamento da Pandemia do COVID-19, os trabalhadores, sem exceções, dos serviços essenciais, nunca foram tão valorizados e não podem ser esquecidos, uma vez vencido esse vírus e a necessidade do isolamento social, pois estão sendo de fundamental importância para a vida de todos. Só o reconhecimento e a gratidão aos seus desempenhos, são muito poucos para expressar a importância de existirem.
 
 
Acredito que a maior mudança positiva que esse isolamento social originou e a incerteza ainda reinante, foi a oportunidade de termos um tempo para fazermos uma reflexão sobre nosso interior, principalmente um questionamento sobre o que viemos fazer nessa vida e a necessidade, importância e valor das coisas que estamos vivendo. Salvo engano, estamos recuperando a consciência do que significa ser um humano, voltando a ser gente, mais sensíveis, mais honestos com nossos sentimentos, mais tolerantes, mais confiáveis e muito mais solidários.

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Uma escolha difícil na gestão da Educação do Brasil

Em 74 anos de vida, nunca vi nada parecido ou semelhante, a essa pressão, desenfreada, contínua e sem limites, exercida indevidamente sobre um Presidente da República, durante as dificuldades para a escolha de um Ministro.
 
O Brasil não pode ficar a mercê desse tipo de ações, visivelmente oportunistas e cegas, com claro objetivo de defesa do corporativismo e que tem como objetivo inviabilizar uma solução e sua continuidade, priorizando a manutenção de  cargos e o "status quo". Ao mesmo tempo, em paralelo, está ficando insuportável esse interminável,  prejudicial e ridículo "patrulhamento" ideológico e político partidário a qualquer decisão tomada ou a ser adotada..
 
Acredito que, nesse momento, fora a preocupação e a luta contra o Coronavírus 19 e suas consequências, a prioridade é dar atenção a realidade de nossos estudantes, já muito prejudicados com o afastamento das aulas presenciais, principalmente na Área Pública. Nesse momento, se torna urgente, uma discussão ampla sobre os rumos da Educação no Brasil. Em caso de dúvidas, basta analisar os últimos resultados no ranking da avaliação do Pisa.
 
O que estamos precisando, é a indicação de alguém  qualificado, com alta capacidade de fazer uma gestão moderna e que esteja aberto ao diálogo, de forma a analisar, em conjunto, os resultados nacionais, estaduais e municipais (existe excelente experiência aproveitável e insubstituível), para identificar onde houve distorções, de forma a promover as  correções necessárias nos pontos que não atingiram os resultados previstos no projeto atual. Em último caso e se realmente necessário, elaborar um novo projeto para a Educação no Brasil, que possa corrigir as causas das distorções atuais de baixo rendimento, sem abrir mão da ajuda e experiência dos atuais gestores.
 
Por ter alguma noção dos Projetos e acompanhamentos que existem hoje na Educação do País, sei que são de alta qualidade e elaborados com conhecimento profundo, entretanto, na minha leiga opinião, qualquer solução duradoura, passa por medições (refletidas por indicadores de gestão) e por análises periódicas, para correção de desvios e de rumo. Nenhum projeto, por melhor que seja, trará os resultados previstos se não houver engajamento de todos os envolvidos e a definição clara e específica de responsabilidades (federais, estaduais, municipais e de gestores) para a execução (no prazo) de todas as ações previstas.
 
De fora, como um simples cidadão, fica evidente que se torna necessária uma modificação na Política de Educação no Brasil, de forma a oferecer maior acesso às Creches e modernização das Escolas e Universidades Públicas, com maior incentivo às áreas de pesquisas. Ao mesmo tempo, proporcionar maior valorização e maiores oportunidades de qualificação de nossos professores, visando uma melhor performance e uma atualização dos currículos escolares, considerando as diferenças entre as várias regiões do Brasil, principalmente do Ensino Básico, com o objetivo de melhorar o aproveitamento e a formação de nossos estudantes.