quinta-feira, 12 de maio de 2016

Dimensões


 
Muitas vezes, na madrugada, quando o sono teima em não vir, me surpreendo pensando quais as razões que levam determinadas pessoas acreditar que em um Universo tão imenso, ainda tão desconhecido, só exista vida na Terra ou até mesmo que tenhamos uma só vida.
 

A razão mais próxima que encontro é que seja o resultado de uma limitação da capacidade de análise e de entendimento, a uma dimensão muito pequena, restringida às suas áreas de conhecimento, suas experiências e somente a essa vida.
 

Muitas vezes percebo discussões sobre as importâncias das religiões ou crenças que cada um acredita ser a melhor, entretanto é fácil de perceber que toda tem seus pontos de comuns e de encontro, pois todas buscam guiar seus adeptos à felicidade, à esperança e ao bem. Acredito que seja “a linguagem” mais adequada que cada uma possui para melhor tocar e ser tocado, resultando em um maior aprendizado e mais rápido crescimento de seus seguidores, em cada estágio de vida.

 
Penso que esse modo de pensar está muito longe de um entendimento da limitação de nossa capacidade de entender e aceitar o desconhecido. Na dúvida, basta observar o céu, em uma noite sem nuvens, e olhar as estrelas e a imensidão do Universo. Essa simples, mas profunda visão evidencia nosso desconhecimento quase total ou muito pequeno do que se tem certeza que existe, mas que não vemos. Não vemos, mas nada nos impede de reconhecer que existe e que nosso conhecimento a respeito é quase nulo. Se prestarmos bem atenção, o Universo tem um pulsar silencioso, que transmite uma energia boa, forte, mas suave e que acalma e conforta. Parece carregar nossas baterias para acreditar mais nos homens, na oportunidade de viver e para reforçar nossa crença e esperança de poder contribuir para um mundo melhor.

 
Não é possível acreditar que estamos sozinhos nesse Universo e que a nossa vida se restrinja somente a uma existência. Acredito que seja mais fácil acreditar em nossa incapacidade em reconhecer nossas limitações e entender que estamos somente em uma passagem e em um estágio de aprendizado.

 
Procuro tentar identificar o que o ser humano tem de mais importante. Chego à conclusão que não pode se restringir somente ao corpo, que não passa de uma carcaça, frágil e de vida curta. Não é possível aceitar que o destino de nossas mentes seja acabarem junto com nossos restos mortais. Não tenho como acreditar nisso, pois não encontro razões lógicas para explicar o fim de algo tão importante que foi gerado pela energia de luz que criou esse desconhecido tão magnífico.

 
Chego à conclusão que quanto mais tentamos entender, mais temos a certeza de nossas limitações e que estamos apenas trilhando um pedaço de um caminho longo. O importante é aproveitar ao máximo o aprendizado disponível em cada passagem, identificando e corrigindo nossas imperfeições, absorvendo mais energia de conhecimento e se doando para o crescimento dos demais. Um dia chegaremos lá, na origem de tudo e só nesse momento teremos todas as respostas que hoje não encontramos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário