Muitas
vezes, na madrugada, quando o sono teima em não vir, me surpreendo pensando
quais as razões que levam determinadas pessoas acreditar que em um Universo tão
imenso, ainda tão desconhecido, só exista vida na Terra ou até mesmo que
tenhamos uma só vida.
A razão
mais próxima que encontro é que seja o resultado de uma limitação da capacidade
de análise e de entendimento, a uma dimensão muito pequena, restringida às suas
áreas de conhecimento, suas experiências e somente a essa vida.
Muitas
vezes percebo discussões sobre as importâncias das religiões ou crenças que cada
um acredita ser a melhor, entretanto é fácil de perceber que toda tem seus
pontos de comuns e de encontro, pois todas buscam guiar seus adeptos à felicidade,
à esperança e ao bem. Acredito que seja “a linguagem” mais adequada que cada uma
possui para melhor tocar e ser tocado, resultando em um maior aprendizado e mais
rápido crescimento de seus seguidores, em cada estágio de vida.
Penso que
esse modo de pensar está muito longe de um entendimento da limitação de nossa
capacidade de entender e aceitar o desconhecido. Na dúvida, basta observar o
céu, em uma noite sem nuvens, e olhar as estrelas e a imensidão do Universo.
Essa simples, mas profunda visão evidencia nosso desconhecimento quase total ou
muito pequeno do que se tem certeza que existe, mas que não vemos. Não vemos,
mas nada nos impede de reconhecer que existe e que nosso conhecimento a
respeito é quase nulo. Se prestarmos bem atenção, o Universo tem um pulsar
silencioso, que transmite uma energia boa, forte, mas suave e que acalma e
conforta. Parece carregar nossas baterias para acreditar mais nos homens, na oportunidade
de viver e para reforçar nossa crença e esperança de poder contribuir para um
mundo melhor.
Não é
possível acreditar que estamos sozinhos nesse Universo e que a nossa vida se
restrinja somente a uma existência. Acredito que seja mais fácil acreditar em
nossa incapacidade em reconhecer nossas limitações e entender que estamos somente
em uma passagem e em um estágio de aprendizado.
Procuro
tentar identificar o que o ser humano tem de mais importante. Chego à conclusão
que não pode se restringir somente ao corpo, que não passa de uma carcaça,
frágil e de vida curta. Não é possível aceitar que o destino de nossas mentes
seja acabarem junto com nossos restos mortais. Não tenho como acreditar nisso,
pois não encontro razões lógicas para explicar o fim de algo tão importante que
foi gerado pela energia de luz que criou esse desconhecido tão magnífico.
Chego à
conclusão que quanto mais tentamos entender, mais temos a certeza de nossas
limitações e que estamos apenas trilhando um pedaço de um caminho longo. O
importante é aproveitar ao máximo o aprendizado disponível em cada passagem, identificando
e corrigindo nossas imperfeições, absorvendo mais energia de conhecimento e se
doando para o crescimento dos demais. Um dia chegaremos lá, na origem de tudo e
só nesse momento teremos todas as respostas que hoje não encontramos.
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