Estava olhando o
mar e refletindo sobre o momento que estamos passando em nosso país e no mundo
e fiquei em dúvida se ainda existe a prática do comportamento humanitário entre
nós ou se viajo na percepção sem fundamento de um mero idealista sonhador. A
grande dúvida é se meu modo de ver as coisas é real e correto, mas não consigo perceber
um número considerável de pessoas trabalhando e querendo o bem-estar de todos, principalmente
se sensibilizando com a dor e o sofrimento provocado pela falta da devida
atenção à conquista às oportunidades e aos direitos iguais. Parece impossível,
nesse momento, que haja a possibilidade de exclusão de interesses próprios na
manutenção dos privilégios e totalmente alheios ao bem comum.
A conclusão que teima
em permanecer em minha mente é de que cada um e a maioria em todas as nações
estão trabalhando somente e exclusivamente no atendimento de seus próprios
interesses, esquecendo suas responsabilidades com o bem comum, procurando manter
intocáveis as injustas diferenças entre os mais e os menos favorecidos. Esse
tipo de comportamento evidencia a falta de amor, de generosidade e de motivação
de querer que os outros sejam felizes e que não sofram.
Muitas vezes a
dúvida paira sobre a consciência da responsabilidade que cada um tem com
outros. Essa consciência social é de suma importância, pois carrega um
comportamento ético e transparente, possuindo o poder crescente de influenciar a
todos os demais. A responsabilidade na obrigação de combater a manutenção das injustas
desigualdades existentes, principalmente de direitos e oportunidades, não pode
ser relegado a um segundo plano, como se não existissem.
Hoje em dia,
percebemos a indiferença sobre os efeitos das desigualdades, onde poucos têm
direito a tudo e outros a quase nada. Vemos poucas iniciativas e isoladas ações
de solidariedade, esquecendo que a cooperação mútua e a interdependência deveriam
existir entre todos, em nosso país, em comunidades de outras nações e entre
nações.
Hoje, a caridade
é vista simplesmente como ações próprias de determinadas religiões e crenças ou
geradas por iniciativas isoladas de solidariedade, ainda assim em datas
especiais, somente em situações de calamidades ou de pobreza extrema. Na
verdade, essa prática deveria ser multiplicada e entendida como necessárias demonstrações
de amor ou como prática de ações altruístas, oferecendo ajuda sem a busca de
qualquer tipo de recompensa. Essa prática admirável reflete o princípio
fundamental de amor mútuo entre todos, independentemente da situação em que se
encontrem e deveria tomar um pouco mais de tempo em nossas reflexões e ações do
dia-a-dia.
Se minha
reflexão me leva às conclusões equivocadas, não sei, mas se o mundo está
melhorando e as pessoas realmente estão se comportando diferente da forma que
percebo, apesar de não sentir isso, por ver tanta gente excluída e sofrendo, está
em uma velocidade muito menor que a necessária, está ocorrendo de forma desumana,
conduzida com muito egoísmo e de forma muito injusta. Acredito que é chegada a
hora de esquecermos o nosso mundo pessoal e pensarmos muito mais em um mundo
nosso, mais justo e sem privilégios, onde todos têm direitos e deveres iguais.
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