sexta-feira, 25 de novembro de 2016

MOMENTOS DE REFLEXÃO


 

Estava olhando o mar e refletindo sobre o momento que estamos passando em nosso país e no mundo e fiquei em dúvida se ainda existe a prática do comportamento humanitário entre nós ou se viajo na percepção sem fundamento de um mero idealista sonhador. A grande dúvida é se meu modo de ver as coisas é real e correto, mas não consigo perceber um número considerável de pessoas trabalhando e querendo o bem-estar de todos, principalmente se sensibilizando com a dor e o sofrimento provocado pela falta da devida atenção à conquista às oportunidades e aos direitos iguais. Parece impossível, nesse momento, que haja a possibilidade de exclusão de interesses próprios na manutenção dos privilégios e totalmente alheios ao bem comum.

 
A conclusão que teima em permanecer em minha mente é de que cada um e a maioria em todas as nações estão trabalhando somente e exclusivamente no atendimento de seus próprios interesses, esquecendo suas responsabilidades com o bem comum, procurando manter intocáveis as injustas diferenças entre os mais e os menos favorecidos. Esse tipo de comportamento evidencia a falta de amor, de generosidade e de motivação de querer que os outros sejam felizes e que não sofram.

 
Muitas vezes a dúvida paira sobre a consciência da responsabilidade que cada um tem com outros. Essa consciência social é de suma importância, pois carrega um comportamento ético e transparente, possuindo o poder crescente de influenciar a todos os demais. A responsabilidade na obrigação de combater a manutenção das injustas desigualdades existentes, principalmente de direitos e oportunidades, não pode ser relegado a um segundo plano, como se não existissem. 

 
Hoje em dia, percebemos a indiferença sobre os efeitos das desigualdades, onde poucos têm direito a tudo e outros a quase nada. Vemos poucas iniciativas e isoladas ações de solidariedade, esquecendo que a cooperação mútua e a interdependência deveriam existir entre todos, em nosso país, em comunidades de outras nações e entre nações.

 
Hoje, a caridade é vista simplesmente como ações próprias de determinadas religiões e crenças ou geradas por iniciativas isoladas de solidariedade, ainda assim em datas especiais, somente em situações de calamidades ou de pobreza extrema. Na verdade, essa prática deveria ser multiplicada e entendida como necessárias demonstrações de amor ou como prática de ações altruístas, oferecendo ajuda sem a busca de qualquer tipo de recompensa. Essa prática admirável reflete o princípio fundamental de amor mútuo entre todos, independentemente da situação em que se encontrem e deveria tomar um pouco mais de tempo em nossas reflexões e ações do dia-a-dia.

 
Se minha reflexão me leva às conclusões equivocadas, não sei, mas se o mundo está melhorando e as pessoas realmente estão se comportando diferente da forma que percebo, apesar de não sentir isso, por ver tanta gente excluída e sofrendo, está em uma velocidade muito menor que a necessária, está ocorrendo de forma desumana, conduzida com muito egoísmo e de forma muito injusta. Acredito que é chegada a hora de esquecermos o nosso mundo pessoal e pensarmos muito mais em um mundo nosso, mais justo e sem privilégios, onde todos têm direitos e deveres iguais.

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