Vendo tantas pessoas se modificarem para se
enquadrar nas receitas sociais, se tornando pessoas que não são autênticas e
represam seus mais valiosos sentimentos, fico pensando se vale a pena viver
assim.
Algumas pessoas de minhas relações, não raras
vezes, me confidenciam que não conseguem ser como gostariam e se sentem
angustiadas com isso. Gostariam de ser mais autênticas e ter melhores condições
para enfrentar as críticas, mas temem que o grupo se afaste delas. Angustiados
nutrem a dúvida de estarem certas ou erradas, como se na vida houvesse o certo
e o errado.
Sempre penso que cada um tem a sua melhor solução,
mas acredito que aceitar a despersonalização não seja a melhor. Nada é mais
prazeroso que a consciência tranquila e a autenticidade na exteriorização de
nossos sentimentos e valores.
O grande desafio é ter a coragem de enfrentar as
dificuldades como elas são, sem subestimá-las ou superestimá-las, e não temer
quando as soluções não aparecem de imediato. Nada é tão difícil como pode
parecer em uma avaliação superficial e podem se tornar em grandes oportunidades
de aprendizado e de conhecimento melhor de nossa força interior.
Um ponto importante a considerar em uma crítica
recebida é se a pessoa que a faz está qualificada e se merecem que demos valor
às opiniões dela. Muitas vezes perdemos tempo nos preocupamos com coisas tão
banais, tão insignificantes e que em nada somarão em nossas vidas, apenas
desgastes desnecessários.
Em qualquer situação, sempre é importante avaliar a
validade de opiniões contrárias às nossas, pois podem trazer bons ensinamentos,
principalmente chamando a atenção para pontos que não percebemos e que podem
ser melhorados, mas nunca devem ter espaço para destruir ou limitar o que temos
de melhor.
Se unanimidade fosse um sentimento apropriado ao
ser humano, a liberdade de escolhas e a independência de pensar diferente estariam
sendo negadas, pois é impossível que todos pensem da mesma maneira e que tudo
agrade a todos, de maneira igual. Exatamente são as diferenças que trazem o
equilíbrio, a razão de viver e a necessidade que temos, uns dos outros, na
busca de uma convivência pacífica e harmônica. Um verdadeiro grupo social é
sadio e legítimo somente quando considera isso, caso contrário não passa de um
amontoado de pseudos juízes que agem como se estivessem em tribunais, mas na verdade,
são pessoas preconceituosas e que se unem pela prática comum do preconceito e da
discriminação.
Avaliando a realidade de nossos relacionamentos em
nossas vidas, podemos chegar à simples conclusão, nada justifica não sermos o
que realmente somos. Nada é mais importante que praticar nossos pensamentos,
diferentes ou não, nossa liberdade de expressão e nosso comportamento condizente
com os valores que acreditamos. Nada nos trará maior felicidade e maior
tranquilidade do que a autenticidade na exteriorização de nossos verdadeiros
sentimentos, quando sozinhos ou na presença de outros. Simplesmente ser, como
verdadeiramente somos.
Boa reflexão. Concordo que devemos ser o que realmente somos. E nós somos o Amor, precisamos praticá-lo, com toda a nossa energia, desde nossos pensamentos, mas principalmente em nossa prática diária.
ResponderExcluirVerdade, praticar é a materialização de nossos pensamentos.
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