Desde as primeiras notícias sobre a
existência do COVID-19, foi divulgada a alta taxa de disseminação de contágio,
as diferentes consequências na população, inclusive no grupo de risco e que não
havia medicação para seu tratamento e vacina para sua proteção.
A medida que o tempo está passando,
de notável importância para uma mudança drástica, nada ocorreu. Continuam
as buscas incessantes para a medicação adequada (até o momento nenhuma de
efeito comprovado) e da vacina (essas iniciando a 3ª fase de testes, com grande
expectativa de sucesso).
O isolamento social, quarentena ou
fechamento total, com o objetivo de reduzir ou desacelerar a taxa de contágio e
de letalidade, até que fossem supridas as necessidades das Áreas Médicas,
podemos afirmar, com raras exceções, tiveram sucesso.
Vultuosos recursos financeiros foram
disponibilizados, tanto na área econômica, como social (ajudas financeiras às
pessoas, empresas, Estados e Municípios), assim como para a área médica
(hospitais foram montados e equipados, foram criadas áreas, leitos de UTI
e específicos, para o tratamento dos contagiados, foram adquiridos
respiradores, equipamentos específicos, EPI, foram contratados recursos humanos
e outros). Mesmo com todo o esforço, há altas taxas de disseminação, de
letalidade, de perda de empregos e de falência de empresas.
As trágicas consequências,
sobre a economia (assim como em vários países no Mundo), criou um colapso
inevitável, criando a falta de recursos básicos para grande parte da população,
com a necessidade de ajudas financeiras emergenciais e, ao mesmo tempo, levando
de arrasto vidas, empregos, empresas e a arrecadação de Municípios e Estados,
em todo o Brasil. Consequências esperadas e que foram previstas, com o devido
alerta, desde o início, e que, apenas, estão se confirmando.
Falando sério, não há como alguém alegar
surpresa nesse momento ou tentar, de forma oportunista e hipócrita, tentar
"encontrar culpados", pois tudo que ocorreu ou está ocorrendo, está
conforme o inicialmente previsto e de acordo com as informações
existentes sobre as consequências desse vírus. Todos se empenharam ao máximo e
estão se empenhando para minorar as consequências dessa Pandemia e só a má fé
de alguns explica posições contrárias a isso. Os mal feitos praticados por uma
minoria sem escrúpulos, estão sendo apurados, investigados e, se
comprovados, uma vez comprovados, identificados os seus responsáveis,
esses serão exemplarmente punidos.
O que pode ser colocado em discussão, assim
mesmo no futuro, pois agora acredito ser inoportuno, é se o momento, o
tipo, a extensão e a forma de definição do isolamento social, quarentena ou
fechamento total, foram de acordo com a realidade brasileira. Na verdade, o
conhecimento de todos os gestores sobre o vírus era e ainda é parcial e todos
ainda estão aprendendo, se surpreendendo e corrigindo definições.
Sobre a existência, origem, comportamento e
características desse vírus, já existem explicações científicas e um bom
conhecimento, mas também algumas dúvidas. Todos tem consciência que esse vírus
é o único e exclusivo responsável por todas essas trágicas consequências.
Falando sério, particularmente, desde
o início, sempre acreditei que o isolamento social, quarentena ou fechamento
total, são importantes, principalmente pelas carências na área médica e para o
grupo de risco, entretanto, sem a medicação adequada e a vacina, só adiam
e prolongam os impactos das consequências, em vidas e na economia
nacional e mundial.
O futuro se resume ao dilema de,
individualmente, nos cuidarmos, seguindo todas as orientações oficiais, para
asseguramos nossas vidas, pelo maior tempo possível, até que as pesquisas dos
cientistas e as vacinas possam nos proteger e, ao mesmo tempo, procurando forças para administrar
nossas incertezas, medos, inseguranças, sempre procurando viver intensamente com muita coragem,
confiança e esperança em dias melhores.
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