terça-feira, 30 de junho de 2020

Falando sério sobre as consequências do COVID-19

Desde as primeiras notícias sobre a existência do COVID-19, foi divulgada a alta taxa de disseminação de contágio, as diferentes consequências na população, inclusive no grupo de risco e que não havia medicação para seu tratamento e vacina para sua proteção.
 
A medida que o tempo está passando, de  notável importância para uma mudança drástica, nada ocorreu. Continuam as buscas incessantes para a medicação adequada (até o momento nenhuma de efeito comprovado) e da vacina (essas iniciando a 3ª fase de testes, com grande expectativa de sucesso).
 
O isolamento social,  quarentena ou fechamento total, com o objetivo de reduzir ou desacelerar a taxa de contágio e de letalidade, até que fossem  supridas as necessidades das Áreas Médicas, podemos afirmar, com raras exceções, tiveram sucesso.
 
Vultuosos recursos financeiros foram disponibilizados, tanto na área econômica, como social (ajudas financeiras às pessoas, empresas, Estados e Municípios), assim como para a área médica (hospitais foram montados e equipados, foram criadas  áreas, leitos de UTI e específicos, para o tratamento dos contagiados, foram adquiridos  respiradores, equipamentos específicos, EPI, foram contratados recursos humanos e outros). Mesmo com todo o esforço, há altas taxas de disseminação, de letalidade, de perda de empregos e de falência de empresas.
 
As trágicas  consequências,  sobre a economia (assim como em vários países no Mundo), criou um colapso inevitável, criando a falta de recursos básicos para grande parte da população, com a necessidade de ajudas financeiras emergenciais e, ao mesmo tempo, levando de arrasto vidas, empregos, empresas e a arrecadação de Municípios e Estados, em todo o Brasil. Consequências esperadas e que foram previstas, com o devido alerta, desde o início, e que, apenas, estão se confirmando.
 
Falando sério, não há como alguém alegar surpresa nesse momento ou tentar, de forma oportunista e hipócrita, tentar "encontrar culpados", pois tudo que ocorreu ou está ocorrendo, está conforme o inicialmente  previsto e de acordo com as informações existentes sobre as consequências desse vírus. Todos se empenharam ao máximo e estão se empenhando para minorar as consequências dessa Pandemia e só a má fé de alguns explica posições contrárias a isso. Os mal feitos praticados por uma minoria sem escrúpulos, estão sendo apurados,  investigados e, se comprovados,  uma vez comprovados, identificados os seus responsáveis, esses serão exemplarmente punidos.
 
O que pode ser colocado em discussão, assim mesmo no futuro, pois agora acredito ser inoportuno, é se o momento, o  tipo, a extensão e a forma de definição do isolamento social, quarentena ou fechamento total, foram de acordo com a realidade brasileira. Na verdade, o conhecimento de todos os gestores sobre o vírus era e ainda é parcial e todos ainda estão aprendendo, se surpreendendo e corrigindo definições.
 
Sobre a existência, origem, comportamento e características desse vírus, já existem explicações científicas e um bom conhecimento, mas também algumas dúvidas. Todos tem consciência que esse vírus é o único e exclusivo responsável por todas essas trágicas consequências.
 
Falando sério,  particularmente, desde o início, sempre acreditei que o isolamento social, quarentena ou fechamento total, são importantes, principalmente pelas carências na área médica e para o grupo de risco, entretanto, sem a medicação adequada e a vacina, só adiam e  prolongam os impactos das consequências, em vidas e na economia nacional e mundial.
 
O futuro se resume ao dilema de, individualmente, nos cuidarmos, seguindo todas as orientações oficiais, para asseguramos nossas vidas, pelo maior tempo possível, até que as pesquisas dos cientistas e as vacinas possam nos proteger  e, ao mesmo tempo, procurando forças para administrar nossas incertezas, medos, inseguranças, sempre procurando viver  intensamente  com muita coragem, confiança e esperança em dias melhores.


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