quarta-feira, 24 de junho de 2020

Uma procura inútil e desprezível

Fico sem saber como definir determinadas declarações ou posições sobre a Pandemia do COVID-19. Desonestidade, oportunismo, mau caráter, interesse eleitoral ou outro motivo menos nobre.
 
Não acredito que haja alguém, honesto e de sã consciência,  que não reconheça o valor do SUS (Sistema Único de Saúde) e todas as suas limitações, maiores ou menores, dependendo do Estado ou Município, incluindo as Capitais, de nosso País.
 
Não existe um país no mundo onde o sistema público de saúde (onde há), mesmo que seja bem estruturado, para enfrentar as consequências de uma Pandemia, com tantas pessoas necessitando, ao mesmo tempo e por um longo período, de internamento e tratamento em UTI (Unidades de Tratamento Intensivo) e/ou com necessidade de acompanhamento especializado e constante.
 
Não considero o SUS bom, é ótimo e utilizado pela grande maioria dos brasileiros, principalmente aqueles que não possuem condições de pagar (cada vez aumentam mais) uma assistência médica privada. É evidente que, devido sua alta utilização, precisa ser melhorado e ampliado, não só durante o combate à Pandemia do COVID-19, mas em situação normal. Esse “up grade” deve proporcionar um acréscimo considerável de locais para atendimento, principalmente hospitais, com mais recursos humanos, mais serviços e maior e mais fácil acesso da população. O que estamos vivenciando durante a Pandemia, nada mais é que a realidade e muito próxima quando o Brasil está em plena normalidade.
 
Acredito que haja bom senso e responsabilidade dos gestores atuais para definir que todos os recursos financeiros (altas somas) enviados como ajuda aos Estados e Municípios, para a compra de equipamentos (específicos para utilização nas UTI, UPA, enfermarias e consultórios, assim como de proteção individual e coletivo), na contratação de pessoal (todas as especializações) e em/com hospitais permanentes e provisórios, ao final da Pandemia, sejam totalmente revertidos para o SUS. Quanto a hospitais que foram recuperados, equipados e utilizados no atendimento dos pacientes com o COVID-19 passem por uma análise custo/benefício com suas aquisições  e seja estudada a possibilidade de incorporá-los ao SUS.
 
Por outro lado, acredito ser ridícula essa discussão de imputação da culpa pelas consequências do COVID-19. É do conhecimento de todos, desde o início, que esse vírus chegaria a todos, ou, no mínimo, a 70% da população mundial. Sujeita à exposição. Do mesmo modo, sempre foi do conhecimento de todos que não havia medicação para o tratamento adequado dos pacientes e, muito menos,  uma vacina para a proteção de todos. As taxas de mortalidade (mundiais) e o foco da maior gravidade das consequências no grupo de risco, sempre tiveram ampla divulgação. Na minha modesta opinião, todos, Governos Federal, Estaduais e Municipais, fizeram o melhor que estava ao seu alcance, cada um dentro das suas atribuições, responsabilidades e possibilidades, de acordo com as informações existentes no momento de cada decisão. Os erros/equívocos são poucos e os acertos são muitos, entendo, na mesma proporção e intensidade.
 
Fora desse contexto e nesse ambiente traumatizante, trágico, sério e responsável, em paralelo, ficam alguns poucos, desonestos e oportunistas, defendendo interesses político partidários, pregam o caos, tentam  atrapalhar quem está lutando para minorar as consequências da Pandemia, tumultuando e com o objetivo de tirar proveito nessa situação triste que vive o País. São comportamentos desprezíveis e que chegam a enojar nessa tentativa de potencializar os poucos erros/equívocos, com o objetivo de massacrar, ainda mais, o povo brasileiro, já muito fragilizado e procurando se agarrar na fé e na esperança.
 
Nesse momento, o Brasil espera de cada um de nós, que possamos manter a confiança e a serenidade, que cada uma faça a sua parte e que possamos dar um pouco mais, sempre agindo com a máxima responsabilidade, com consciência da fragilidade e insegurança de alguns, procurando estarmos sempre mais disponíveis, mais compreensivos e mais solidários a eles. Vamos nos unir, deixar de lado o pessimismo e vender o sonho de um Brasil melhor, mais justo e mais feliz

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