Fico sem saber como definir determinadas
declarações ou posições sobre a Pandemia do COVID-19. Desonestidade,
oportunismo, mau caráter, interesse eleitoral ou outro motivo menos nobre.
Não acredito que haja alguém, honesto e de
sã consciência, que não reconheça o
valor do SUS (Sistema Único de Saúde) e todas as suas limitações, maiores ou
menores, dependendo do Estado ou Município, incluindo as Capitais, de nosso
País.
Não existe um país no mundo onde o sistema público
de saúde (onde há), mesmo que seja bem estruturado, para enfrentar as
consequências de uma Pandemia, com tantas pessoas necessitando, ao mesmo tempo
e por um longo período, de internamento e tratamento em UTI (Unidades de
Tratamento Intensivo) e/ou com necessidade de acompanhamento especializado e
constante.
Não considero o SUS bom, é ótimo e utilizado
pela grande maioria dos brasileiros, principalmente aqueles que não possuem
condições de pagar (cada vez aumentam mais) uma assistência médica privada. É
evidente que, devido sua alta utilização, precisa ser melhorado e ampliado, não
só durante o combate à Pandemia do COVID-19, mas em situação normal. Esse “up
grade” deve proporcionar um acréscimo considerável de locais para atendimento, principalmente
hospitais, com mais recursos humanos, mais serviços e maior e mais fácil acesso
da população. O que estamos vivenciando durante a Pandemia, nada mais é que a
realidade e muito próxima quando o Brasil está em plena normalidade.
Acredito que haja bom senso e
responsabilidade dos gestores atuais para definir que todos os recursos
financeiros (altas somas) enviados como ajuda aos Estados e Municípios, para a
compra de equipamentos (específicos para utilização nas UTI, UPA, enfermarias e
consultórios, assim como de proteção individual e coletivo), na contratação de
pessoal (todas as especializações) e em/com hospitais permanentes e provisórios,
ao final da Pandemia, sejam totalmente revertidos para o SUS. Quanto a
hospitais que foram recuperados, equipados e utilizados no atendimento dos
pacientes com o COVID-19 passem por uma análise custo/benefício com suas
aquisições e seja estudada a
possibilidade de incorporá-los ao SUS.
Por outro lado, acredito ser ridícula essa
discussão de imputação da culpa pelas consequências do COVID-19. É do
conhecimento de todos, desde o início, que esse vírus chegaria a todos, ou, no
mínimo, a 70% da população mundial. Sujeita à exposição. Do mesmo modo, sempre
foi do conhecimento de todos que não havia medicação para o tratamento adequado
dos pacientes e, muito menos, uma vacina
para a proteção de todos. As taxas de mortalidade (mundiais) e o foco da maior
gravidade das consequências no grupo de risco, sempre tiveram ampla divulgação.
Na minha modesta opinião, todos, Governos Federal, Estaduais e Municipais,
fizeram o melhor que estava ao seu alcance, cada um dentro das suas
atribuições, responsabilidades e possibilidades, de acordo com as informações
existentes no momento de cada decisão. Os erros/equívocos são poucos e os
acertos são muitos, entendo, na mesma proporção e intensidade.
Fora desse contexto e nesse ambiente
traumatizante, trágico, sério e responsável, em paralelo, ficam alguns
poucos, desonestos e oportunistas, defendendo interesses político partidários, pregam
o caos, tentam atrapalhar quem está lutando para minorar as consequências
da Pandemia, tumultuando e com o objetivo de tirar proveito nessa situação triste
que vive o País. São comportamentos desprezíveis e que chegam a enojar nessa
tentativa de potencializar os poucos erros/equívocos, com o objetivo de massacrar,
ainda mais, o povo brasileiro, já muito fragilizado e procurando se agarrar na
fé e na esperança.
Nesse momento, o Brasil espera de cada um
de nós, que possamos manter a confiança e a serenidade, que cada uma faça a sua
parte e que possamos dar um pouco mais, sempre agindo com a máxima responsabilidade,
com consciência da fragilidade e insegurança de alguns, procurando estarmos sempre
mais disponíveis, mais compreensivos e mais solidários a eles. Vamos nos unir, deixar de
lado o pessimismo e vender o sonho de um Brasil melhor, mais justo e mais feliz
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