Estamos em um momento em que as pessoas são
extremamente individualistas e muitas se esquecem de procurar reconhecer o
outro, não tendo a mínima preocupação de olhar, ver, ouvir, valorizar e
respeitar os demais.
Ao observarmos os diversos comportamentos do dia-a-dia, vemos
constantemente que muita gente é incapaz de ser autêntica e dizer não, mesmo quando
acreditam que a melhor resposta seria essa, pois dizer sim é bem mais fácil e
não cria problemas. Esquecem que a omissão, nesses casos, demonstra falta de
coragem para dizer o que realmente sentem. Muitas vezes percebemos pessoas que são
incapazes de dar um bom dia para o seu vizinho, ao motorista ou cobrador do
ônibus, a um ascensorista, porteiro, vigilante, faxineiro e outros tantos trabalhadores,
pois acreditam que eles estão lá para aquilo mesmo. Comungam a crença de que
não é bom se comunicar com qualquer um que passa pela sua frente e que cada um
deve permanecer em seu lugar. Ao acreditar que estão acima dos outros e que os
demais devem se colocar no lugar deles, demonstram sua arrogância, que pode até
ser inconsciente, mas discriminatória e inaceitável.
É chegada a hora de pensarmos mais em nossa evolução como ser humano,
civilizado, procurando olhar, tantas vezes quanta for necessário, para entender
e aceitar atitudes alheias, muitas vezes diferentes das nossas, não dando tanta
importância para detalhes insignificantes, mas sim passando a acreditar que o
convívio com pessoas com diferentes capacidades, crenças e valores é
fundamental, pois cada aprendizado abre uma nova porta e que não há limites
para o saber, para a bondade humana, para o comportamento elegante e para a
generosidade entre todos. Precisamos abrir um pouco mais nossas mentes para
seguir nosso verdadeiro caminho, reconhecendo cada individualidade na multidão,
para continuar evoluindo, acreditando no ser humano e divino que somos e em
nossa capacidade de crescer de forma responsável, harmônica, consistente e sem
limites.
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