Em determinados momentos me dou conta de que a vida
simplesmente é como nossos passos em nosso caminho pela vida. Caminhando com os
pés descalços, compreendemos isso melhor, pois assim como quando os mergulhamos
na água do mar, a sensação que nos invade é de haver uma troca de energia muito
boa de leveza, nos proporcionando entender que a vida tem uma imensidão muito maior,
nos levando à possibilidade de realização de sonhos, entretanto quando distraídos,
pisamos sobre pedregulhos o sentimento que nos invade é ruim, de dor, como nos
colocando à realidade dos sofrimentos que passamos ao longo de nossas vidas.
O contraste de sensações espelham as experiências do
caminhar em nossas vidas. Difícil encontrar quem nunca mergulhou no mar, abriu braços
e pernas e procurou se integrar com a sua energia ou quem nunca sentiu o calor
no rosto ao se aproximar de uma fogueira. Quantos sobem aos pontos mais altos
de montanhas e se integram a grandeza da natureza, sentindo a sua significância
e insignificância nessa caminhada. Também é difícil encontrar quem nunca se
emocionou com a vinda de uma criança ou até mesmo de um sorriso de uma delas,
de um obrigado de um carente, assim como quem nunca sofreu por uma grande perda.
Ganhar, perder, ser feliz, sofrer, chorar e sorrir faz parte da caminhada da vida
sadia.
As influências externas em um caminhar são as
mesmas, tanto nos momentos ruins, como nos bons. Como o dia, a noite, o sol, a
lua, o vento, a chuva, os raios, o local e outras influências mais. O que é
diferente, com o passar dos anos, é o que carregamos de valores e experiências em
nossas mentes, o que aprendemos, e, de suma importância, nosso comportamento
com as pessoas com quem convivemos e com as surgem em nosso caminho.
Não podemos esquecer que as sensações físicas, boas
ou ruins, são inexpressivas frente às sensações interiores, as presentes em
nossas mentes, aquelas que nos levam a ter a livre opção de agir corretamente e
de ter condições de superar dificuldades, por mais difíceis que sejam.
Nada em nossa caminhada é em vão. Tudo tem um
sentido de ser. Pode ser ou não percebido por cada um de nós, principalmente
quando estamos totalmente imersos em solução de problemas, descrentes de nossa
força interior e ignorando a possibilidade de ajuda da energia de nossos verdadeiros
amigos. Ninguém está sozinho nessa caminhada e todos precisam um dos outros. Só
entendendo isso é que haverá possibilidade da existência de um mundo melhor e mais
justo.
Esqueçam possíveis influências de débeis mentais, que
se consideram normais, aqueles seres “escolhidos” que pensam ter um
conhecimento superior ao da grande maioria e que pensam ser dotados de alto
grau de inteligência. São exatamente aqueles que querem definir o que deve ser
feito por cada um de nós, mas, na verdade, são altamente carregados de egoísmo
e hipocrisia, e são sempre os primeiros a agir de forma conflitante ao que
pregam e suas ações são exatamente o contrário, pois defendem interesses
próprios, privilégios, interesses, em detrimento do bem estar da grande
maioria. Só esquecem que todo caminhar tem um início, meio e fim.
Ao longo dessa caminhada não podemos nos esquecer
de nossa responsabilidade de agradecer a tudo que nos é oferecido como
aprendizado para nos tornarmos pessoas melhores, mais humanas e mais
participativas na vida de outros e na construção de um mundo mais justo.
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