sábado, 7 de janeiro de 2017

CAMINHANDO


 
Em determinados momentos me dou conta de que a vida simplesmente é como nossos passos em nosso caminho pela vida. Caminhando com os pés descalços, compreendemos isso melhor, pois assim como quando os mergulhamos na água do mar, a sensação que nos invade é de haver uma troca de energia muito boa de leveza, nos proporcionando entender que a vida tem uma imensidão muito maior, nos levando à possibilidade de realização de sonhos, entretanto quando distraídos, pisamos sobre pedregulhos o sentimento que nos invade é ruim, de dor, como nos colocando à realidade dos sofrimentos que passamos ao longo de nossas vidas.

O contraste de sensações espelham as experiências do caminhar em nossas vidas. Difícil encontrar quem nunca mergulhou no mar, abriu braços e pernas e procurou se integrar com a sua energia ou quem nunca sentiu o calor no rosto ao se aproximar de uma fogueira. Quantos sobem aos pontos mais altos de montanhas e se integram a grandeza da natureza, sentindo a sua significância e insignificância nessa caminhada. Também é difícil encontrar quem nunca se emocionou com a vinda de uma criança ou até mesmo de um sorriso de uma delas, de um obrigado de um carente, assim como quem nunca sofreu por uma grande perda. Ganhar, perder, ser feliz, sofrer, chorar e sorrir faz parte da caminhada da vida sadia.

As influências externas em um caminhar são as mesmas, tanto nos momentos ruins, como nos bons. Como o dia, a noite, o sol, a lua, o vento, a chuva, os raios, o local e outras influências mais. O que é diferente, com o passar dos anos, é o que carregamos de valores e experiências em nossas mentes, o que aprendemos, e, de suma importância, nosso comportamento com as pessoas com quem convivemos e com as surgem em nosso caminho.

Não podemos esquecer que as sensações físicas, boas ou ruins, são inexpressivas frente às sensações interiores, as presentes em nossas mentes, aquelas que nos levam a ter a livre opção de agir corretamente e de ter condições de superar dificuldades, por mais difíceis que sejam.

Nada em nossa caminhada é em vão. Tudo tem um sentido de ser. Pode ser ou não percebido por cada um de nós, principalmente quando estamos totalmente imersos em solução de problemas, descrentes de nossa força interior e ignorando a possibilidade de ajuda da energia de nossos verdadeiros amigos. Ninguém está sozinho nessa caminhada e todos precisam um dos outros. Só entendendo isso é que haverá possibilidade da existência de um mundo melhor e mais justo.

Esqueçam possíveis influências de débeis mentais, que se consideram normais, aqueles seres “escolhidos” que pensam ter um conhecimento superior ao da grande maioria e que pensam ser dotados de alto grau de inteligência. São exatamente aqueles que querem definir o que deve ser feito por cada um de nós, mas, na verdade, são altamente carregados de egoísmo e hipocrisia, e são sempre os primeiros a agir de forma conflitante ao que pregam e suas ações são exatamente o contrário, pois defendem interesses próprios, privilégios, interesses, em detrimento do bem estar da grande maioria. Só esquecem que todo caminhar tem um início, meio e fim.

Ao longo dessa caminhada não podemos nos esquecer de nossa responsabilidade de agradecer a tudo que nos é oferecido como aprendizado para nos tornarmos pessoas melhores, mais humanas e mais participativas na vida de outros e na construção de um mundo mais justo.

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