Muitas vezes fico em dúvida sobre a adequação da velocidade que
estamos colocando em nossa contribuição para o crescimento da humanidade.
Penso muito se realmente essa é a melhor forma, a mais adequada e a mais intensa
que podemos dar ou se existem outras opções. Exatamente por ter dificuldades em
aceitar o que não tem sentido, não me conformo com a situação mundial atual.
Tenho consciência que a pressa é a maior inimiga da
perfeição, mas também acredito que nessa velocidade as desigualdades existentes
na humanidade tendem a crescer e se eternizar. Aqueles que nesse momento estão
sofrendo no mundo todo não podem e não devem esperar, pois acreditam na
humanidade e na solidariedade entre os seres humanos.
Acredito que caso não haja desprendimento de quem
hoje vive em condições de vida muito superiores às dos demais, aceitando ceder
privilégios, não há possibilidades de chegarmos a um momento de igualdade
mundial entre nações e povos. Tem que existir a aceitação de perdas de ganhos
obtidos, mesmo que seja inicialmente apenas na velocidade de crescimento dos
mesmos, para que outros possam obter oportunidades e que possam usufruir de
iguais condições de vida. Quanto maior for à aceitação da igualdade como uma
meta de todos, menor será tempo para alcançá-la.
Enquanto o egoísmo cego de uma minoria acreditar
que vive de forma correta e justa em relação aos demais e continuar pregando e
convencendo a maioria, exatamente aqueles mais prejudicados pelas desigualdades
existentes, que forma e a velocidade empregada para a implantação das soluções
para eliminar as desigualdades, deve continuar sendo essa do momento, maior
será a desigualdade e o abismo criado entre as gerações.
A população mundial cresce a cada dia e essa
injusta desigualdade nas condições de vida entre uma minoria e uma grande
maioria, cresce na mesma proporção, ou seja, teremos no mundo, ainda muito mais
desfavorecidos, mais gente jogada no sofrimento e à miséria.
Não encontro razões que me façam acreditar em dias
melhores, se nada mudar profundamente no comportamento das pessoas em todo o
mundo, principalmente se não houver uma conscientização da gravidade do
problema e da necessidade de se minimizar o tempo para encontrar soluções.
Somente medidas adequadas que possam acelerar a velocidade da implantação de
ações reparadoras e transformadoras, poderá corrigir essa situação degradante e
injusta do ser humano, pois caso contrário, continuaremos a ver o crescimento
da insegurança, da miséria e da violência no mundo.
Ao longo do tempo, se não houver uma
conscientização geral da gravidade do momento e dos problemas atuais, se
continuar esse egoísmo disfarçado por palavras de efeito, se não houver
soluções e as desigualdades continuarem se avolumando, mantendo o atual
distanciamento e crescimento, todos perderão, mais ou menos, mas com certeza
absoluta, todos perderão. Aceitar a continuidade dessa situação é acreditar que
os momentos de felicidade serão cada vez mais escassos e menores.
Sinceramente, essa situação não pode perdurar. É
preciso encontrar uma solução, pois raça humana, nessa Terra, existe só uma e
somos todos iguais, com mesmos direitos e deveres e temos o direito de ser
felizes e de dividir felicidade. Não podemos aceitar que não sabemos o que está
acontecendo com nossos irmãos e dessa forma ficar omissos, enquanto tanta gente
sofre nesse mundo, das mais diversas formas. Para se certificar dessa
realidade, não é preciso nem viajar, basta olhar para o que está acontecendo em
nossas ruas, esquinas e presídios. Imaginem o sofrimento impostos aos povos
expostos à ganância de alguns, às perdas nos ataques terroristas e aos horrores
da guerra, como se não bastassem às secas, as enchentes, os deslizamentos de
terra, as avalanches, os terremotos e os tsumanis, que já trazem tanta dor e perdas.
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