Não consigo entender e não encontrei respostas, mas
uma grande força interior me conduziu para escrever esse texto sobre as razões
de nosso sentimento de culpa. Sinceramente não sei o porquê e, mesmo me expondo
à descrença, continuo escrevendo. Acredito que tenha sido pelo texto escrito
anteriormente “O mais qualificado julgamento”. Para melhor me fazer entender, procurei
projetar a vida na figura imaginável de um quebra-cabeça.
Acreditando que somos o resultado somente de uma
peça sendo formada em um quebra-cabeça que vai sendo montado na passagem nessa vida
e por essa razão, em determinados momentos, sendo imperfeitos, cometemos erros.
A imagem final só virá quando todas as peças estiverem completas e colocadas em
seu devido lugar.
Se realmente dependemos do conteúdo de cada uma de
nossas peças para que possamos atingir nosso resultado final, temos que aceitar
nossas imperfeições e entender que só com um aprendizado constante e crescente,
absorvido nessa passagem completará, ao longo do tempo, a peça para o nosso quebra-
cabeça final. Compreendendo isso, que somos o resultado da quantidade de peças finalizadas
e em formação em nosso quebra cabeça, teremos condições de entender e
compreender as diferenças de comportamento existentes.
Por essa razão existe espaço para todas as crenças,
que nada mais são, do que linguagens facilitadoras e unificadores que conduzem
as pessoas a seguir caminhos rumo à luz e energia maior. No conteúdo, todas são
válidas e importantes, pois pregam a comunhão de valores iguais, que servem de
estrutura valiosa na formação das pessoas que se identificam com aquela versão de
condução. Ainda bem que isso acontece, pois seria muito triste ver pessoas
vagando sem rumo, e descrentes de tudo, principalmente na sinergia que pode
haver quando um grupo se reúne em torno de um objetivo.
Essa linha de pensamento me leva a pensar em
quantos quebra-cabeças existem no mundo, no universo, até onde nosso
conhecimento nos leva, formados por peças diferentes, em locais e em tempos
diferentes e quando essas peças formarão o quebra-cabeça final.
Quando olhamos o céu, imaginamos, dentro de nossas
limitações de conhecimento, a razão do Universo e da vida cósmica, reconhecemos
a exata dimensão que temos. Não é possível acreditar que só exista essa forma
de vida que temos e que ela só aconteça aqui onde estamos. Seria pensar de
forma muito limitada e egoísta. Não é possível crer que Penso, de forma
simplista, que deve haver uma energia alimentando esse universo de
quebra-cabeças, origem e razão de tudo que nos trouxe, nos guia, protege e nos
levará de volta para fazer parte de seu todo.
Acredito que só no momento que houver a compreensão
plena de onde viemos, por que estamos aqui, o que viemos fazer e para onde
vamos, iremos entender a razão de nossas existências. É muito difícil, mais
muito difícil, dentro de nossas limitações, de nossa compreensão atual, entender
a vida, na sua dimensão e abrangência total. Desvendar, se isso é possível, a
origem da energia que conduz esse maravilhoso quebra-cabeça da vida, sempre será a mais desafiadora
missão, para o limitado cérebro humano, principalmente pela forma atual de
utilização do que conhecemos como inteligência.
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