Nesse
momento estamos perplexos e vivendo um ambiente muito difícil na economia, na taxa
de desemprego, de insegurança e temor perante a violência existente e que traz muita preocupação a
todos. Ninguém consegue entender esse “leve e traz”, esse "faz de conta",
esses posicionamentos de “apoio se”, de verdades que parecem mentiras e vice versa, na vida de nosso
Brasil, que deixa a todos sem saber o que pensar. Nunca houve tantos exemplos
de hipocrisia e de desonestidade em comportamentos, assim como nunca
ninguém teve tanta ousadia na pretensão de enganar tanta gente e por tanto tempo. Hoje a sensação é de estarmos sendo sempre enganados, não sendo possível chegar a uma conclusão sobre a realidade dos fatos, caso seja consultada somente uma fonte da informação, se não houver verificação da imparcialidade na sua origem e, principalmente, a sua veracidade.
Sinceramente,
ninguém sabe mais como planejar o dia de amanhã e muito menos como orientar os
filhos para seguir valores que parecem não existir mais. Por mais que se tente
entender, fica muito difícil compreender as razões de haver esses
posicionamentos de grupos, de ideologias completamente diferentes, alardeando uniões
baseadas no "toma lá, dá cá" ou no "só apoio isso, se receber
aquilo", passando a impressão que não há julgamento de mérito nas questões
nacionais em debate, mas somente "o que e como" será o atendimento de interesses.
O
que mais espanta, é perceber a conformidade e a complacência inacreditável da
grande maioria, como se nada estivesse acontecendo fora do normal, passando a
ideia do sentimento coletivo de que nada pode ser feito, que tudo funciona
assim, que não existe mais gente honesta ou aceitando atos como que "os
meios justificam os fins". Penso que a democracia está
fundamentada na verdade, em valores importantes, no respeito mútuo e na
honestidade de comportamentos. Hoje, o que estamos percebendo, é exatamente o
contrário, pois os interesses próprios se sobrepõem sobre o coletivo da busca
do bem comum.
Nesse
caminho, sem um debate honesto de ideias na procura de soluções para os graves
problemas da realidade da vida brasileira e com a permanência de malabarismos teatrais
do antagonismo, gerados exclusivamente por busca ou manutenção de poder e o
atendimento de interesses, nosso País não terá condições para alcançar um
futuro melhor. Muito pelo contrário, os problemas tenderão a crescer e a se agravar,
cada vez mais, devido à descrença crescente em soluções para diminuir as
desigualdades, para evitar as causas de fatos graves envolvendo a segurança
pública, com as dificuldades crescentes de acesso à saúde e ao ensino
público de qualidade e, principalmente, com a falta de emprego.
Esse
momento exige menos explicações, menos interpretações, menos tentativas de
convencimento de verdades que ninguém mais acredita, pela falta de credibilidade
existente e, sim, mais ações no sentido de solução das causas dos problemas.
Enquanto se continuar dando atenção somente para as suas consequências e não
para as suas causas, não haverá uma saída. Até chegar a esse ponto, como o que
estamos vivendo agora, muita coisa aconteceu e, com certeza, não foi dada a
devida atenção e o tratamento adequado, quando poderiam ter sido evitadas as
atuais consequências.
Em
determinados momentos fica evidente a cultura doentia do ego e a apologia
criminosa da desobediência civil, com total desrespeito à democracia, à livre
expressão, ao direito de ir e vir, à civilidade, à cidadania e à convivência
pacífica. Quando se começa a aceitar como normais invasões de prédios públicos
e manifestações altamente prejudiciais aos bens públicos e aos cidadãos, algo
está muito errado e precisa de uma análise mais profunda. Assim como é dever do
Estado à garantia da ordem pública e o respeito às leis, pois a população não
pode ficar a mercê da violência desses atos que estamos presenciando no momento,
mas também cabe a cada cidadão cumprir com a sua parte.
É
digno de nojo e repulsa acreditar que a desobediência civil, com prejuízos
irreparáveis a toda população, possam ser soluções aceitáveis para os graves problemas
brasileiros. Só débeis mentais podem acreditar e incentivar soluções com a utilização
de violência, querendo um envolvimento irresponsável e desrespeitando um povo de
índole maravilhosa, pacífico, ordeiro e trabalhador. Nessa hora é preciso que
todos assumam suas responsabilidades, como cidadãos do bem, com a ordem, com as
leis, com o respeito mútuo, com a liberdade, com a democracia e com o amor insubstituível
ao Brasil. Se cada um se conscientizar e fizer a parte que lhe cabe, assumindo
uma posição na defesa de valores importantes de uma nação e de um povo, seja no
seio de suas famílias, em círculos de amizades ou em qualquer atividade que
participe, estaremos criando a sinergia necessária para uma grande mudança de
comportamento e futuro de nosso País, pautadas por relações baseadas na verdade,
na honestidade, na civilidade, no respeito mútuo e no bem comum.
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