segunda-feira, 6 de março de 2017

A UTILIZAÇAO DAS REDES SOCIAIS


 
Hoje, observando as publicações de determinadas pessoas nas redes sociais fica evidente a pobreza de crença na responsabilidade que temos na convivência em sociedade e da responsabilidade com o Brasil e com o mundo. Temos presenciado publicações que utilizam um linguajar inapropriado, inverdades e ofensas que jamais serão apagadas, pois seu poder de chocar e criar à desconfiança, a insegurança, a discórdia e a destruição permanecerão e, se não houver uma reação no sentido de eliminá-las, se multiplicarão ao longo dos anos. Na verdade, nada e ninguém merecem ser atacados indistintamente, simplesmente baseados em interesses próprios ou de terceiros, em fatos relatados em outra publicação, muitas vezes até inverídica, por uma simples suspeita ou por uma opinião própria, sem qualquer fundamento que a sustente, pois se trata de uma violência cruel, sem limites, um crime e ninguém merece isso, em qualquer situação.
 

Fico imaginando o que leva interesses ou mentes assim formadas a promover a destruição de esforços, de trabalhos, de pessoas e qual o objetivo para agirem assim. Acredito que nem mesmo consegue perceber que o retorno às suas atitudes são somente as consequências do mal plantado, a perpetuação das desigualdades de oportunidades, assim como o sofrimento de outros, até mesmo muitas vezes destruindo suas vidas.
 

As redes sociais tem como sua principal finalidade facilitar o relacionamento saudável entre as pessoas, criando vínculos inimagináveis no passado recente. Nunca deveria ser esquecido que sua acessibilidade pode ser compartilhada com usuários distribuídos pelo Brasil e pelo mundo todo e que esse recurso pode acelerar a propagação de informações instantâneas de todas as espécies, boas ou ruins, no campo político, social e pessoal. O poder de agregação, de influência com a propagação exponencial do bem ou do mal, de destruição, das redes sociais, é imensurável e só por essa razão deveria ter sua utilização adequada mais respeitada.
 

O que mais traz preocupação é essa alta presença de dois tipos de publicações. De um lado, trazem em seu bojo a defesa de interesses das mais diversas espécies, fruto de ações premeditadas que não visam o bem comum e, do outro, opiniões recheadas de preconceitos, essas afloradas de forma espontânea de nossa sociedade e nas inúmeras interpretações equivocadas de valores, crenças e atitudes, entretanto, nos dois casos, são também excelentes oportunidades criadas para debatê-las, denunciá-las e combatê-las. Acredito que esse aspecto mereça um debate mais profundo e mais crítico, de forma a gerar uma utilização mais responsável, mais educativa, mais cidadã e mais ética das redes sociais, pois refletem decisivamente no comportamento da sociedade. Temos plena consciência que a liberdade de opinião e de expressão são pressupostos fundamentais à democracia, trazendo consigo a honestidade, o respeito mútuo e o direito à privacidade.
 

A utilização das redes sociais, tanto nas publicações, como nos comentários, deveria primar pela boa educação dos usuários, pela responsabilidade do uso de uma oportunidade à liberdade de expressão e de opiniões, tendo inclusa a prática do respeito mútuo, da possibilidade da promoção à união das mais diferentes pessoas, de forma a agilizar a comunicação, melhorar o entendimento entre todos e reduzir as distâncias existentes entre elas. Somente quando as redes sociais forem utilizadas com o verdadeiro propósito que as originaram e que possam ser identificados e responsabilizados, hoje já acontece em alguns poucos casos, aqueles, com certeza parte de uma minoria, que fazem o seu mau uso. O resultado dessa identificação e responsabilização será a eliminação da invasão de nossa privacidade, com a exposição indevida a esses comportamentos irracionais, irresponsáveis, frutos puramente do egoísmo, de interesses outros, da falta de uma melhor educação, de ética, de civilidade e de sociabilidade, assim como de frustrações e da falta de mentalidade voltada ao bem comum.
 

Todas as iniciativas para regulamentar a utilização das redes sociais, uma vez respeitada a liberdade de opinião e de expressão, devem ser apoiadas, pois caso contrário à sociedade continuará tendo sua privacidade não respeitada e continuará à mercê da exploração indevida de interesses próprios ou de terceiros movidos pelo egoísmo, à propagação de inverdades, a preconceitos, às diversas formas de discriminações e de uma gama de irresponsabilidades, praticada por gente que não tem a capacidade de ser feliz ou não aceita que outros possam desfrutar a felicidade. O mundo e as pessoas, mesmo com toda a tecnologia disponível, merecem trocar verdades, reduzir os espaços que as separam, propagar o bem, combater o mal e viver em paz e ser mais felizes.

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