Hoje,
observando as publicações de determinadas pessoas nas redes sociais fica
evidente a pobreza de crença na responsabilidade que temos na convivência em
sociedade e da responsabilidade com o Brasil e com o mundo. Temos presenciado publicações que utilizam um linguajar inapropriado, inverdades e ofensas que jamais serão apagadas, pois seu poder de
chocar e criar à desconfiança, a insegurança, a discórdia e a destruição permanecerão e,
se não houver uma reação no sentido de eliminá-las, se multiplicarão ao longo
dos anos. Na verdade, nada e ninguém merecem ser atacados indistintamente,
simplesmente baseados em interesses próprios ou de terceiros, em fatos
relatados em outra publicação, muitas vezes até inverídica, por uma simples suspeita
ou por uma opinião própria, sem qualquer fundamento que a sustente, pois se
trata de uma violência cruel, sem limites, um crime e ninguém merece isso, em
qualquer situação.
Fico
imaginando o que leva interesses ou mentes assim formadas a promover a
destruição de esforços, de trabalhos, de pessoas e qual o objetivo para agirem
assim. Acredito que nem mesmo consegue perceber que o retorno às suas atitudes
são somente as consequências do mal plantado, a perpetuação das desigualdades
de oportunidades, assim como o sofrimento de outros, até mesmo muitas vezes
destruindo suas vidas.
As
redes sociais tem como sua principal finalidade facilitar o relacionamento
saudável entre as pessoas, criando vínculos inimagináveis no passado recente.
Nunca deveria ser esquecido que sua acessibilidade pode ser compartilhada com
usuários distribuídos pelo Brasil e pelo mundo todo e que esse recurso pode
acelerar a propagação de informações instantâneas de todas as espécies, boas ou
ruins, no campo político, social e pessoal. O poder de agregação, de influência
com a propagação exponencial do bem ou do mal, de destruição, das redes
sociais, é imensurável e só por essa razão deveria ter sua utilização adequada
mais respeitada.
O
que mais traz preocupação é essa alta presença de dois tipos de publicações. De
um lado, trazem em seu bojo a defesa de interesses das mais diversas espécies, fruto
de ações premeditadas que não visam o bem comum e, do outro, opiniões recheadas
de preconceitos, essas afloradas de forma espontânea de nossa sociedade e nas
inúmeras interpretações equivocadas de valores, crenças e atitudes, entretanto,
nos dois casos, são também excelentes oportunidades criadas para debatê-las,
denunciá-las e combatê-las. Acredito que esse aspecto mereça um debate mais
profundo e mais crítico, de forma a gerar uma utilização mais responsável, mais
educativa, mais cidadã e mais ética das redes sociais, pois refletem
decisivamente no comportamento da sociedade. Temos plena consciência que a
liberdade de opinião e de expressão são pressupostos fundamentais à democracia,
trazendo consigo a honestidade, o respeito mútuo e o direito à privacidade.
A
utilização das redes sociais, tanto nas publicações, como nos comentários, deveria
primar pela boa educação dos usuários, pela responsabilidade do uso de uma oportunidade
à liberdade de expressão e de opiniões, tendo inclusa a prática do respeito
mútuo, da possibilidade da promoção à união das mais diferentes pessoas, de
forma a agilizar a comunicação, melhorar o entendimento entre todos e reduzir as
distâncias existentes entre elas. Somente quando as redes sociais forem
utilizadas com o verdadeiro propósito que as originaram e que possam ser
identificados e responsabilizados, hoje já acontece em alguns poucos casos,
aqueles, com certeza parte de uma minoria, que fazem o seu mau uso. O resultado
dessa identificação e responsabilização será a eliminação da invasão de nossa
privacidade, com a exposição indevida a esses comportamentos irracionais,
irresponsáveis, frutos puramente do egoísmo, de interesses outros, da falta de uma
melhor educação, de ética, de civilidade e de sociabilidade, assim como de frustrações
e da falta de mentalidade voltada ao bem comum.
Todas
as iniciativas para regulamentar a utilização das redes sociais, uma vez
respeitada a liberdade de opinião e de expressão, devem ser apoiadas, pois caso
contrário à sociedade continuará tendo sua privacidade não respeitada e continuará
à mercê da exploração indevida de interesses próprios ou de terceiros movidos
pelo egoísmo, à propagação de inverdades, a preconceitos, às diversas formas de
discriminações e de uma gama de irresponsabilidades, praticada por gente que
não tem a capacidade de ser feliz ou não aceita que outros possam desfrutar a
felicidade. O mundo e as pessoas, mesmo com toda a tecnologia disponível,
merecem trocar verdades, reduzir os espaços que as separam, propagar o bem,
combater o mal e viver em paz e ser mais felizes.
Sabe muito!! Muito bom!!! ����
ResponderExcluirObrigado Gabriel, mas a opinião de neto não é isenta.
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