sábado, 4 de março de 2017

ÁRBITROS DO COMPORTAMENTO


 
Hoje, observando o comportamento de algumas pessoas fico imaginado o que os leva a pensar e agir assim. Sem muito esforço, em várias situações do dia-a-dia, percebemos a existência de verdadeiros patrulheiros do comportamento de outras pessoas, movidos por inúmeros propósitos, agem como se perfeitos fossem, verdadeiros “donos da verdade”, e tivessem o direito de questionar opiniões e corrigir indistintamente a todos aqueles que não acompanham a sua forma de pensar. Esse comportamento inquisidor, muitas vezes tenta influir de forma até agressiva, conturbando o ambiente de paz de quem tem indevidamente invadido o seu espaço e a sua individualidade.
 

De modo algum, esse texto tem como objetivo atingir pessoas que tendo suas crenças procuram externar, não só com palavras, mas, principalmente com ações coerentes com o que acreditam, colocando em prática, de maneira não agressiva, não condenatória e com mais tolerância às posições diferentes das suas, o sentido maior de suas crenças e que gostariam que fosse absorvido por outras pessoas.
 

Será que em alguma vez essas pessoas já pensaram na razão e na validade da existência das diferenças das escolhas existentes entre as pessoas, não só no Brasil, mas em todo o mundo e que se essa heterogenia não transmite mais energia, se tornando importante fonte de luz e atuando como uma mensagem de alerta à necessidade da prática da tolerância, da união entre as pessoas e à manutenção da paz e do equilíbrio para o crescimento de toda a humanidade.
 

Não consigo encontrar razões para entender o que os perturba tanto, pois acredito ser divina a existência de pessoas que pensam de forma diferente da nossa, pois se tornam oportunidades ímpares, gerando novas visões da realidade e constantes questionamentos de nossas convicções pessoais.
 

O sublime e a riqueza da convivência pacífica estão consolidados sobre essa miscelânea de gente que pensa e agem de formas diferentes, misturando crenças, raças, condições sociais, escolhas e tantas outras razões que qualificam a raça humana saudável, pautada pela honestidade de sentimentos, tolerância com as diferenças e pela crença da necessidade do entendimento da igualdade para a conquista e manutenção do bem estar comum e da paz entre todos.
 

O respeito à forma de pensar de outras pessoas e às suas várias maneiras de expressão são fundamentais quando se vive em uma sociedade saudável, pois reserva um espaço importante à participação de todos. Se aceitarmos isso como verdadeiro, toda a forma de patrulhamento deve ser considerada desproposita, pois traz consigo um sentimento desprezível do totalmente certo e do totalmente errado, muitas vezes até de culpa ou de vergonha, que na verdade não existe. Mergulhando na questão, as pessoas estão cansadas de serem julgadas, de ouvirem palavras que não são acompanhadas por ações de quem as dizem, evidenciando que são julgamentos carregados de preconceitos e afirmações vazias jogadas ao vento, simples frases de efeito e que não trazem consigo a honestidade de comportamento e a coerência com a verdade.
 

Acredito que cada um tenha o direito de fazer suas livres escolhas à busca da felicidade e da paz, vivendo da maneira que acredita e sente ser a melhor. Essa liberdade nas escolhas é muito importante, pois traz consigo inestimáveis e insubstituíveis experiências, boas e ruins, mas fundamentais para o crescimento pessoal de cada um e assim contribuindo para a sinergia criada pelo todo.
 

Todos já temos problemas suficientes para se preocupar, principalmente porque cada um conhece a fundo todas as dificuldades que encontra e vai encontrar pelo futuro previsível e se torna insuportável ser julgado por outros que desconhecem a realidade e vendem ilusões que nem eles mesmos acreditam. Será que tudo não seria muito melhor se houvesse uma troca entre o tempo perdido para analisar e julgar o comportamento de outros e esse tempo fosse utilizado para que cada um melhorasse o seu entendimento das livres escolhas, procurando abrir mais a mente, procurando esquecer que existem extremos e passando a acreditar que a convivência pacífica é a melhor maneira para que todos possam viver em paz, com mais tranquilidade e com mais momentos de felicidade.

 

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