Não poderia deixar de postar no meu blog alguma mensagem sobre o meu Internacional, Campeão do Mundo FIFA e Bicampeão da Libertadores da América.
Foi meu querido pai Fredy, hoje falecido, quem levava a mim e meu irmão Fernando, também já no Céu, aos domingos a tarde, aos jogos do Internacional. Fui criado agarrado nos alambrados do Estádio dos Eucaliptos, onde aprendi muitas lições de vida de um bom pai e de um bom homem. Orgulho-me de não ter decepcionado a ele, pois sem pressão alguma, respeitando as individualidades, consegui manter viva a tradição de criar muitos felizes colorados na família e também fora dela. Graças a Deus, sem a ocorrência de nenhuma degeneração.
Como colorado, de coração e alma, depois de 64 anos torcendo com amor e carinho, me orgulho de ter sido jogador de basquete do Internacional, desde os tempos dos Eucaliptos. Grandes recordações de meus companheiros de equipe (não poderia citar todas, pois são inúmeros amigos inesquecíveis), do nosso amigo e treinador Heron, do Espingarda, nosso fiel escudeiro, do chumico (óleo sagrado das grandes vitórias), de nossos títulos, vitórias, viagens e de tantas outras coisas maravilhosas que pude compartilhar.
Vivenciei ativamente a construção e vibrei muito com a inauguração do Gigante da Beira Rio (inclusive participei do desfile), nosso sonho, a “bóia cativa” para a inveja dos eternos secadores. Sonhei, levei tijolos para a construção, levei meus filhos para ver nascer e crescer o Beira Rio. Tive a honra de participar e jogar no torneio de basquete na inauguração do Gigantinho e tenho a alegria de ter vivido (e ainda vivendo) os melhores momentos de minha vida, vendo o nosso Internacional, com o prestígio que sempre pretendíamos que tivesse.
Hoje tenho o imenso prazer de ver sendo realizados todos os meus (nossos) anseios em relação ao nosso colorado. Pior é que sempre, como colorados que somos, queremos mais. Fomos acostumados a pelear e vencer. Queremos e temos a pretensão de ser os melhores em qualquer disputa. Coisa de gaúcho... Coisa de colorado... Dizem que até o “Patrão lá de cima” é gaúcho e colorado...
Estou residindo em Salvador, na Bahia, e já se passaram vinte (20) anos. Sempre que posso, vou a Porto Alegre, “sentir o calor e cheiro” da nossa terra e da nossa gente, mas mesmo longe do nosso "mar vermelho" e do Beira Rio, nunca deixei de sentir o mesmo pelo nosso Internacional. A cada jogo, meu amor ao clube do meu coração, é maior, minha mente se enche de boas e inesquecíveis lembranças das tardes vividas com meus companheiros do portão oito (8), das alegrias vividas em minhas cadeiras cativas, onde assisti memoráveis jogos com meus três filhos, Alexandre, Guilherme e Leonardo. Sinto forte no peito a alegria do “ritual sagrado” do “mar vermelho” em um dia de jogo do nosso colorado (a caminhada no Parque Marinha, as bandeiras coloradas, a cerveja gelada me esperando, os refrigerantes, os cachorros quentes, a pipoca, os amendoins e a alegria imensa de ver o nosso Internacional jogando bem).
Como viajo muito, levo o nosso Internacional, Brasil e mundo a fora. Sou casado, hoje tenho sete (7) filhos (as), nove (9) netos (as), noras, genros, todos morando aqui em Salvador, e, ainda tenho, minha querida mãe Ida, com 91 anos (no dia da final da Libertadores 2010, conversamos felizes, depois do jogo, as 01h30min da madrugada) e também minhas irmãs, cunhados e sobrinhos no Brasil (Porto Alegre, São Paulo, Mato Grosso do Sul) e até mesmo nos EUA, Uruguai e na Argentina. Posso afirmar somos uma extensão consolidada, crescente, feliz e fiel ao nosso Internacional.

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