segunda-feira, 15 de agosto de 2016

EM QUE ACREDITAR?


 
 
Fico pensando o que me leva a escrever e a conclusão que chego é que sou movido por impulsos e exigências do meu aprendizado. Quando menos espero, chega àquela vontade de abordar um determinado assunto que acredito possa contribuir com o crescimento de outros. Depois de estar vivendo no meio de todas essas inverdades, falsidades, hipocrisias e presenciar essa luta ferrenha por interesses próprios, em todas as áreas, cheguei à conclusão de escrever. Foi assim que, depois de muito pensar, chegou o título sobre que escreveria. Não se trata de uma verdade inquestionável, mas a intenção de criar um momento de reflexão e fazer pensar.

Como amante da democracia, da liberdade de expressão e do combate a qualquer demonstração de preconceito ou de discriminação, inicio esse texto tentando escrever algumas de minhas convicções sobre os grupos liderados por crenças das mais variadas pessoas. Acredito que estamos apenas em mais uma das passagens nessa vida, acumulando experiências e conhecimentos, em todas as áreas, desde que a energia maior nos gerou. Fomos gerados para criar pontes que aproximam as pessoas, reduzindo diferenças e espaços de conflitos, de forma a contribuir para o crescimento de todos, respeitando que cada está em seu estágio de aprendizado. Não são palavras jogadas simplesmente ao vento que aglutina mais pessoas, mas sim a prática do bem.  Não fomos gerados para criar muros ou viver afastados em “grupos perfeitos” que tem a nobre missão de mudar outros, sob qualquer aspecto, pois com certeza, a falta de respeito à livre escolha, levará a solidão, mesmo que possam estar, no momento, convivendo em grupo.  

Não consigo entender que temos o direito de tentar insistentemente influenciar o comportamento de outras pessoas que não comungam no que acreditamos, por mais que acreditemos no bem que poderemos fazer a elas. Acredito que cada um tem a liberdade de escolher o que lhe traz mais felicidades e conforto. Penso ser muito difícil alguém conseguir ter o conhecimento necessário da vida de outra pessoa, a ponto de julgar que deva mudar e seguir os passos que acreditam serem os melhores.

Em raras coisas da vida encontramos a unanimidade e ainda bem que seja assim, pois quem compreende isso, entende que as diferenças são importantes e trazem o equilíbrio necessário.  Ao transportamos isso para o comportamento das pessoas e no que elas acreditam, vamos verificar que a melhor é aquela que traz o devido conforto, segurança, equilíbrio e a felicidade delas.

Como pode alguém acreditar que o isolamento de pessoas de seu meio, principalmente de seus familiares e amigos poderá lhe trazer felicidade. Não é possível alguém acreditar que estão ao lado da verdade, da paz, do amor, quando se afastam de seus pais, irmãos, familiares e amigos. Como pode alguém acreditar que aquelas pessoas com quem conviveu tanto tempo e tendo o conhecimento profundo da vida de cada um, possam ser substituídas por outras pessoas que formam “famílias” ou grupos liderados criadas a partir do sofrimento e da destruição de laços afetivos eternos. Como alguém pode acreditar em verdades que se baseiam em que todos os demais estão equivocados e em caminhos errados e que devem ser mais bem conduzidos. Como podem acreditar que deva ser eliminado o acesso livre às informações dos diferentes meios de comunicação e a emissão de opiniões contrárias, negando o direito da dúvida, à escolha, o pensamento crítico, o aprendizado e o crescimento. Essa eliminação do convívio sadio com as diferenças é o caminho à alienação, ao isolamento e a solidão.

Tenho certeza absoluta que a energia e a luz nascem e crescem na união, na compreensão e no amor. Se houver dúvida dessa conclusão que chego, acredito que o principal princípio que identifica a verdade é a percepção de atitudes isoladas ou de grupos liderados que se juntam, se preocupam com o bem estar das pessoas, praticam o bem, a solidariedade e exercem a compreensão. Não passa em suas mentes qualquer resquício de discriminação ou preconceito, por motivo algum e não se consideram fazendo algo excepcional, como superiores ou mensageiros de um ser maior. Não acredito na verdade das posições de grupos liderados que exercem a união dos seus, como entes agraciados com o bem, exercendo o cruel afastamento de outros por pensarem diferente, simplesmente os vejo como brasas que enquanto houver vento se manterão acesas, mas que logo virarão cinzas.

Ao olharmos as pessoas no mundo, veremos que cada uma tem a sua luz própria, alimentada e mantida vibrante por aquilo que acreditam. A verdadeira crença é aquela que traz paz, segurança, equilíbrio, conforto e felicidade. Aquela que mantém acesa e brilhante essa fonte de energia e luz, trazendo em seu bojo o sentimento da valorização igualitária de todos, exatamente como cada um é, incentivando a solidariedade, alimentando sonhos e que ofereça a oportunidade do surgimento em cada mente a vontade de fazer parte de uma energia maior no sentido da união e bem estar de todos os povos.

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